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Opinião: “Quem é você: ‘fascista’, ‘esquerdopata’ ou ‘isentão’?”

Por POR ANA ESCOBAR, COLUNISTA

O país está se estranhando. As pessoas estão belicosas, arredias, ansiosas, hostis, desconfiadas e sobretudo divididas em um dos 3 grupos: “fascista”, “esquerdopata” ou “isentão”.

O clima eleitoral está, neste momento, fazendo amigos antigos tornarem-se novos inimigos políticos. Muitas pessoas já saíram dos grupos de familiares por brigas, discussões e/ou quaisquer postagens específicas relativas a um dos “lados” que se estão digladiando nestas épocas eleitorais pouco educadas.

Quem não quer votar em ninguém também não escapa: é o famoso “isentão”.

Uns falam abertamente o voto. Outros espreitam o ambiente e dependendo das tendências, decidem se emitem (ou não) uma opinião. Definitivamente não está fácil.

Os meios de comunicação e as plataformas digitais nos estão bombardeando com vídeos, propagandas, fake news, fotos, piadas e tudo que possa existir, com poucas verdades e muitas mentiras sobre os candidatos que ainda estão disputando um cargo.

Ter o direito de emitir uma opinião é exercer o jogo democrático com plenitude. Respeitar ideias divergentes também. Só que não é o que observamos no momento. Os ânimos acirrados e as emoções tortuosas e polarizadas ultrapassaram o limite do saudável e entraram no terreno perigoso da irracionalidade política, que muito se assemelha a uma torcida organizada que facilmente embota a compreensão racional e nos torna mais “irracionais”. Isso é muito perigoso.

Calma, pessoal. Eleição é coisa séria, não há a menor dúvida. Vamos todos definir os rumos de um país que no momento está polarizado. Exatamente por isso devemos ouvir um pouco a voz da razão e lucidamente entender que as convicções políticas de cada um devem ser respeitadas e ponto final. Argumentos devem ter em seus contrários contra-argumentos racionais e não xingos agressivamente hostis, seja de um lado ou de outro.

Resultado de tudo isso: sua saúde pode ser afetada. Há estudos demonstrando que eleições tensas, divididas nos extremos, como a que ocorreu recentemente nos Estados Unidos, propiciaram o aparecimento de doenças como hipertensão e crise hipertensiva, ansiedade, depressão, estresse e alterações gastrointestinais.

Até as crianças reverberam este clima polarizado e tenso, posto que veem suas famílias digladiarem-se em discussões esquentadas e pouquíssimo produtivas. Calma, pessoal.

Muitos se perguntam se haverá clima para um “amigo secreto” ou para o espírito de confraternização de um Natal que está aí, batendo às portas.

Ganha sempre quem sabe respeitar as pessoas, principalmente aquelas que emitem ideias divergentes das próprias. Se isso acontecer, todos ganharemos estas eleições. Respeitemo-nos, pois.

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