Petistas do Acre somem das redes sociais após sofrer a maior derrota eleitoral em 20 anos


Maioria também decidiu ‘trancar’ espaço de comentários aos internautas em geral

Foto capa ARCHIBALDO ANTUNES, DA CONTILNET

Tomaram Doril

Atuantes, presunçosos, provocativos e (alguns) até mesmo boquirrotos em seus ataques à oposição, os membros do Partido dos Trabalhadores no Acre evitam a exposição nas redes sociais desde o domingo (7), quando o eleitorado acreano, em sua maioria, foi às urnas dar o recado de que estão fartos da velha política em vigência desde 1999.

Fim da longevidade

São 20 anos de mandarinato petista no governo estadual – a serem completados em dezembro deste ano –, e quase uma década e meia na prefeitura da Capital, cujo comando, hoje nas mãos de Socorro Neri (PSB), foi interrompido graças à renúncia do candidato derrotado ao governo Marcus Alexandre.

O auge e o poste

Em 2002, com o PT em seu auge, os Viana conseguiram fazer barba, cabelo e bigode. Até mesmo os dois senadores da República eles conseguiram eleger: Marina Silva (que ainda era filiada ao PT) e o poste Geraldinho Mesquita, então no PSB.

Pesquisa digital

O colunista ‘rastreou’ os perfis de alguns protagonistas do atual governo Tião Viana e constatou que eles evitam se expor depois da derrota acachapante, que não apenas encerrou o longo ciclo no governo, como impediu a reeleição dos três deputados federais do partido e tirou a vaga no Senado até mesmo do outrora imbatível Jorge Viana.

Democracia pra inglês ver

De quebra, há o detalhe – não menos relevante em se tratando dos que martelam diuturnamente o discurso em defesa da democracia – de que a maioria dos companheiros mantém trancado aos internautas em geral o espaço destinado aos comentários. Ou seja, só comenta quem consta na lista dos ‘amigos’.

Censor

No caso do deputado petista Leo de Brito, vamos além: ele não apenas passou o cadeado no portão como costuma apagar e até bloquear aqueles que o contrariam em suas postagens.

A gente entende

Mas é justificável que os companheiros se mantenham distantes das redes sociais. Com a mamata a acabar em dezembro, as preocupações com a sobrevivência passam a ser prioridade.

De volta à vida real

A propósito, para alguns colegas de profissão que compõem os primeiros escalões do governo, acostumados que estão (alguns deles) a uma renda mensal superior a 20 mil reais, vai ser duro ter de voltar à vida de salário de jornalista. Se é que vão conseguir emprego nos veículos de imprensa locais.

Cobrança antecipada

Esta coluna vai manter a coerência, e desde já, antes mesmo que o governador eleito Gladson Cameli (Progressistas) tenha assumido o cargo, começa a cobrar duas coisas: 1) a revogação de uma excrescência chamada pensão vitalícia para ex-governadores e 2) a promessa de extinção de órgãos públicos decorativos e cargos comissionados, que no atual governo desfalcam o erário público, impedindo investimentos em setores essenciais. Estaremos atentos.

Quizília

Parte da imprensa, em especial o site Juruá em Tempo, deu destaque à fala do ex-prefeito Vagner Sales (MDB), endereçado aos antigos aliados Ilderlei Cordeiro (atual prefeito de Cruzeiro do Sul) e Francisco Pianko (prefeito de Marechal Thaumaturgo).

Desabafo

Até aí tudo bem. Até porque Vagner tem todo o direito de desabafar contra aqueles aos quais estendeu a mão (principalmente no que se refere a Ilderlei, resgatado da tumba política depois de um mandato chinfrim na Câmara Federal, e uma vez exumado acabou guindado ao cargo que agora ocupa) para ser traído nas eleições deste ano.

Como é que é?

O que não dá pra engolir é a ‘informação’, publicada no Juruá em Tempo, segundo a qual Vagner, cuja esposa, Antônia Sales, foi eleita deputada estadual, já teria iniciado uma cruzada que garantisse a ela a presidência da Assembleia Legislativa do Acre.

Regimento interno

A ser escolhido no próximo dia 3 de fevereiro, conforme determina o regimento interno da Aleac, o futuro presidente poderá ser de qualquer sigla, independente do tamanho da bancada do partido ou bloco partidário ao qual pertença.

Lá e cá

Isso ocorre também na Câmara dos Deputados. A diferença é quanto aos demais membros da Mesa Diretora, que na Aleac são eleitos também por maioria dos votos, enquanto a regra na Câmara Federal determina que as vagas de vice-presidente, secretário-geral e suplentes sejam distribuídas de acordo com o tamanho dos blocos partidários.

Questão de ordem

Pois bem, com três deputados estaduais, o MDB empata com o PP em número de cadeiras no parlamento estadual. E se isso não significa nada diante da regra estabelecida no regimento interno, é óbvio que a eleição do presidente da Casa é influenciada pelo chefe do Executivo, sempre que este pode contar com o apoio da maioria.

Água quente na fervura

Especular, portanto, que Vagner Sales se prepara pra brigar pelo comando da Aleac é querer jogar água quente na fervura.

Recado cifrado

A despeito disso, a declaração da deputada federal reeleita Jessica Sales (MDB), segundo a qual não foi colocada ‘debaixo do braço’ de Gladson Cameli soou como um recado aos aliados e adversários políticos quanto à força do pai, a quem ela atribui a própria vitória e a condução da mãe à Aleac.

Burros n’água

E quem apostou no ocaso políticos dos Sales deu com os burros n’água. Assim como dará também aqueles que preveem num possível desentendimento entre Vagner e Cameli. A oposição, agora, estará unida. Do outro lado é que o ninho da pata seguirá espalhado. Não é mesmo, Dr. Tião Viana?

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