Quatro empresas acreanas são denunciadas na nova “Lista Suja” do trabalho escravo


Foram encontrados 41 funcionários em trabalhos análogos à escravidão somente no Acre

PÂMELA FREITAS, DO CONTILNET

O Ministério Público do Trabalho divulgou na última sexta-feira (5) uma versão atualizada da “Lista Suja” do trabalho escravo, em que denuncia 209 empresas pela prática do crime.

Quatro empresas acreanas aparecem na nova lista com 41 funcionários em trabalhos análogos à escravidão, são elas: Fazenda Perseverança (3); Fazenda Estância Guanabara (15); Fazenda Antimary (10); e Fazenda Agropecuária Sorriso (13). A lista completa pode ser acessada aqui.

As duas primeiras fazendas já estavam sendo autuadas pelo MPT desde 2017, já as outras duas entram na lista este ano, uma em abril e outra em outubro. O MPT disponibiliza, em seu site, um canal para registro de denúncias de crimes que atentem contra os direitos dos trabalhadores. A notificação pode ser feita de forma anônima.

Quatro empresa acreanas aparecem na lista/Foto: Rede Globo

Empresas autuadas no Brasil

Entre as companhias flagradas pelas equipes de auditores fiscais do trabalho encontram-se a Spal Indústria Brasileira de Bebidas S.A, fabricante da Coca-Cola, e o grupo empresarial do setor têxtil Via Veneto, detentor de marcas de grife como a Brooksfield e a Harry’s e que possui uma rede de lojas presente em todo o país.

Trabalho escravo

A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada – quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho – desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. Também é passível de denúncia qualquer caso em que o funcionário seja vigiado constantemente, de forma ostensiva, por seu patrão.

Outra forma de escravidão contemporânea reconhecida no Brasil é a servidão por dívida, que ocorre quando o funcionário tem seu deslocamento restrito pelo empregador sob alegação de que deve liquidar determinada quantia de dinheiro.

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