Através De uma parábola, escrita no século XIX, que vem ilustrada com a impressionante pintura “A Verdade saindo do poço” (1896), de autoria de Jean-Léon Gérôme, o senador Jorge Viana (PT) disse que o mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua. Ele mostra a foto de uma mulher nua saindo de um poço, que seria a Verdade, após ser enganada pela Mentira, que foge com suas roupas. “Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade”, diz o final do texto, que acaba sem identificar quem seria o receptor, ou os receptores da mensagem. Leiam:
“A Verdade saindo do poço” (1896), de autoria de Jean-Léon Gérôme
A luta da verdade contra a mentira
“Essa pintura “A Verdade saindo do poço” (1896) é de autoria de Jean-Léon Gérôme e está ligada a uma parábola do século XIX que cai muito bem para os dias de hoje. Segundo essa parábola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: “Hoje é um dia maravilhoso!” A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A água esta muito boa, vamos tomar um banho juntas!” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge. A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta. O mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva. A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha. Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua.”

