O governador eleito Gladson Cameli (PP) deverá encontrar com urgência uma saída para a crise que se instalou na sua equipe por conta da decisão do seu vice, major Rocha (PSDB), não mais indicar todos os cargos que compõem a pasta. Apesar da decisão, Rocha afirma que, “não rompeu com o Gladson apenas não vai indicar mais os nomes”.
Lideranças políticas ligadas a Gladson disseram ao ContilNet que ele vai tentar convencer o major Rocha a compor a equipe com os nomes que ele já indicou. “Se não der certo, o governo não pode ficar parado e vai ter que encontrar uma solução urgente porque é uma das páreas mais difíceis do Estado, principalmente o combate ao crime organizado”, salientou.
Alguns nomes entre os delegados de polícia já estão sendo analisados para ocupar a pasta da Segurança. “Temos uma solução dentro da própria estrutura, alguém com bastante experiência na área”. A fonte disse que até a próxima semana a questão estará resolvida. Porém, ressaltou, que o governador vai insistir no entendimento com o seu vice Rocha antes de qualquer eventual decisão.
Vice governador eleito, Major Rocha, descarta briga com Cameli
Combate ao crime organizado é prioridade
O novo posicionamento de Rocha se deu em virtude da decisão de Gladson e assessores mais próximos de retirarem dos tucanos as indicações do Gabinete Militar e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). “Já que o Gladson está nomeando os dois órgãos que também nomeie os demais como a pasta da Segurança, comando da PM, Corpo de Bombeiros, IML e Iapen”.
O tucano avalia que, “não será possível fazer um bom trabalho na estrutura de Segurança se não tiver uma equipe totalmente afinada com seu pensamento”. Para ele, é uma das áreas mais complexas para trabalhar e precisaria de um grupo totalmente ajustado”.
O vice-governador vai mais além e afirma que toda estrutura de Segurança deve trabalhar em harmonia com os poderes Judiciário e Legislativo, bem como com os Ministérios Públicos Federal, Estadual, Polícia Federal, Rodoviária Feral, Exército e a sociedade civil organizada.
Tucanos queriam o setor agropecuário
Um dos motivos do recuou do major Rocha na formação da equipe, segundo o deputado Luís Gonzaga, é porque a deputada federal Mara Rocha, irmã de Rocha, precisa se ver representada na equipe. Diz que sobre isso a questão estava pacificada com o governador eleito. A entrada em cena do PSD, do senador Petecão, indicando o deputado derrotado Jairo Carvalho para a pasta azedou o tacacá da candidata a federal mais votada da última eleição. “Mara tinha excelentes planos para o setor agropecuária do Acre”, concluiu.
Gladson vê como normal disputa por cargos
Os avanços e retrocessos na formação de um governo são perfeitamente normais, basta observar o que vem acontecendo na escolha de ministros por parte do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e do seu vice, general Mourão. A observação é de um dos deputados do PP. Para ele, Gladson deve pautar seu governo pelos compromissos de campanha assumidos publicamente com a população e não com os grupos políticos que querem apenas espaços para seus filiados.

