Rio Branco, Acre,





Caramujo que pode ser encontrado no Acre mata homem na Austrália, após aposta com amigos


Além do Acre, Maranhão, Espírito Santo, São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais são estados onde os caramujos também são encontrados

EVERTON DAMASCENO, DA CONTILNET

Um verme nematódeo de nome científico Angiostrongylus cantonensis, o qual se hospeda em caramujos-gigantes-africanos, matou o ex-jogador de rúgbi Sam Ballard, 28 anos, nesta terça-feira (6), na Austrália, após uma aposta do esportista com outros amigos, há oito anos atrás. O curioso é que o molusco também pode ser encontrado no Acre.

No acordo feito entre os integrantes do grupo, há oito anos atrás, Ballard teria que comer o caramujo para cumprir a aposta. Uma doença causada pelo parasita que hospeda esse carmaujo deixou quase todo o corpo do jovem paralisado durante todos esses anos.

O australiano Sam Ballard, ao centro, morreu após comer lesma em brincadeira — Foto: Reprodução/Facebook

O australiano Sam Ballard, ao centro, morreu após comer caramujo em brincadeira/Foto: Reprodução

Sam bebia vinho no encontro, quando o grupo percebeu um caramujo passar pelo chão do terraço onde estavam. Provocado pelos companheiros, o jovem, à época com 19 anos, engoliu o animal vivo.

Somente dias depois, começou a se sentir mal. Ao ser levado para o hospital, foi diagnosticado com meningite eosinofílica, uma das doenças causadas pelo verme parasita do caramujo.

Além do Acre, Maranhão, Espírito Santo, São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais são estados onde os caramujos também são encontrados.

Caramujo-gigante-africano/Foto: Reprodução

De acordo com o biólogo, mestre em ecologia e doutorando em biodiversidade, Rodrigo Canizo, há poucos estudos aprofundados a respeito da doença causada pelo verme, principalmente nos estados brasileiros.

Rodrigo Canizo/Foto: Reprodução

“Esse verme nematódeo é da espécie Angiostrongylus cantonensis, causador de uma doença chamada angiostrongilíase. Essa doença não é muito comum aqui no Brasil, mas isso se deve ao fato de existirem poucos estudos focados nessa doença e nos sintomas que ela pode trazer”, explicou.

O cientista, ao alertar sobre os cuidados necessários, também citou a não ocorrência de tantos riscos, tratando-se da culinária brasileira e nortista, que não inclui, com frequência, os moluscos nos pratos.

“Aqui no Brasil, como não temos o costume de nos alimentar de moluscos (os famosos escargots), não corremos tantos riscos à nossa saúde, mas é sempre bom evitar o contato com caramujos ou potenciais hospedeiros. Aqui no Acre, existe essa espécie de caramujo-gigante-africano, mas de acordo com estudos científicos, ainda não foram constatados nenhum caso da presença do verme parasita causador da doença nos acreanos, de fato”, finalizou.

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