Reportagem Nacional mostra que, em apenas dois anos, 50% da floresta do Acre foi desmatada


Segundo o Globo Rural, centenas de pessoas ainda sobrevivem da borracha no Estado

SAIMO MARTINS, DO CONTILNET

Uma reportagem exibida no programa Globo Rural, da Rede Globo, no último domingo (18), mostrou que, nos últimos dois anos já foram desmatadas mais de 50% da floresta. A matéria especial, produzida pela equipe do programa das manhãs de domingo, enfatizou também a dura realidade das crianças que, para poderem ir às escolas, precisam driblar as dificuldades com acesso, transporte e qualidade na educação.

De acordo com a filha de Luciana e Iranildo, Joelma, de 11 anos, frequenta a escola um dia sim, outro não. “Não tem transporte, ai é um dia sim e outro não”, relatou.

Acre perdeu 50% de sua floresta em dois anos/Foto: reprodução

Segundo a matéria, são diversas dificuldades que vão desde a falta de estradas, assistência técnica aos seringueiros, além da falta de educação “fácil e estável” para centenas de crianças.

Outro ponto citado pela equipe de jornalismo, é o desmatamento ilegal, que persiste no Estado. Já se foram mais de 50 km² de floresta desmatada em apenas dois anos. Para recuperar, alguns produtores que moram em reservas plantam mudas de plantas para preservar o meio ambiente.

Famílias que sobrevivem da borracha

Nem tudo é noticia ruim. A reportagem especial exaltou as mais de 10 mil famílias que vivem na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no município de Xapuri. Conforme apurado, centenas de famílias ainda sobrevivem através da extração do látex. Bita, morador local, frisou que percorre, por dia, mais de 16 km, sendo oito pela manhã e mais oito pela tarde, de segunda a sábado.

O trabalho realizado por eles rende lucros satisfatórios, tendo em vista que o preço da borracha é 75% maior que o estabelecido pelo Brasil. A borracha produzida por eles é exportada para o exterior, para grandes mercados, e muitas delas viram solados de sapatos no comércio exterior.

Os extrativistas recebem diversos incentivos do Governo Federal e Estadual, contudo eles devem, por obrigação, preservar o meio ambiente e ajudar na sua recomposição. Bita diz que a seringueira precisa descansar. “A gente corta ela hoje e depois damos um descanso a ela de três a quatro dias”, salientou.

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