Sesacre nega, mas funcionários e sindicato confirmam reduções no atendimento em hospitais de Rio Branco


Uma funcionária da Policlínica do Tucumã disse que a notícia da redução de atendimento foi repassada por diretoria do local

NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Após as denúncias de que hospitais no Acre estavam fechando as portas por determinação do Estado, o secretário de Saúde do Acre, Rui Arruda, se manifestou, por meio de sua assessoria de imprensa, negando que a Policlínica do Tucumã fecharia ou mesmo reduziria o horário de atendimento.

No caso do Hospital de Urgência e Emergência (HUERB), que teve os portões fechados na manhã desta quinta-feira (01), impedindo a entrada de pacientes, o secretário disse que se trata de um “equívoco” e não falta de médicos ou pagamento de plantões e horas extras desses profissionais.

“O fechamento do portão do HUERB nada tem a ver com o pagamento de plantões dos médicos que, inclusive, foram feitos ontem. O fechamento foi um equívoco no funcionamento do local e isso já foi normalizado. A partir da outra semana, o HUERB fará uma mudança no fluxo de serviços, mas isso não implica em nada no atendimento ao cidadão”, diz nota enviada à imprensa.

Funcionários dizem que notícia foi repassada pela própria diretoria do local/Foto: ContilNet

A incerteza das medidas adotadas pelo governo tomam de conta, já que o presidente do Sindicado dos Trabalhadores em Saúde do Acre (SINTESAC), Adailton Cruz, garantiu à reportagem do ContilNet que, praticamente todos os hospitais vão cortar os atendimentos pela metade da capacidade atual, tendo em vista que os plantões e horas extras dos profissionais do setor foram reduzidos pela metade.

“No PS, foram fechados os laboratórios, ambulatórios e setor de urgência. Só entra pela sala vermelha, onde é aqueles casos graves trazidos pelas ambulâncias ou SAMU”, esclareceu Cruz.

No caso da Policlínica, a Secretaria de Comunicação tratou como fake news, mas uma funcionária local afirmou que a notícia de que o horário será reduzido foi repassado pela própria diretoria do local. Inconformada, a funcionária disse ainda que o governo está ameaçando fechar o local na próxima semana.

Com esta possibilidade, os funcionários não sabem sequer se perderão o emprego ou serão realocados. Os moradores do bairro Tucumã e adjacentes estão revoltados com a situação e prometem fechar as principais vias da capital na próxima segunda-feira (05), caso não obtenham uma resposta imediata.

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