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Sintomas de depressão na infância e adolescência são mais variados; conheça

Por BEM ESTAR

Depressão não tem idade. Pode aparecer em qualquer faixa etária, mas estudos mostram que quanto mais novo, mais raro. Quando criança, a depressão aparece mais com sintomas físicos e com uma dependência emocional, como ficar grudado nos pais. O Bem Estar desta sexta-feira (23) abordou a depressão em crianças e adolescentes, no último episódio da série ‘Depressão: precisamos falar sobre isso’. Participaram do programa os psiquiatras Daniel Barros e Sheila Caetano.

Os sintomas na infância e adolescência são mais variados do que nos adultos. E podem se confundir com outros problemas. Pode apresentar irritabilidade, agitação, que pode ser confundido com transtorno de hiperatividade, por exemplo. Ter medo de dormir sozinha, não querer ir para escola, ter piora no rendimento escolar, dores de cabeça, abdominais.

O desenvolvimento do cérebro/Foto: Augusto Carlos/TV Globo

Sintomas de acordo com a idade:

Antes de diagnosticar a depressão é preciso descartar outras doenças. Ficar triste e quieto é OK. Depressão é mais intensa, imobiliza.

“Na adolescência, o jovem pode apresentar isolamento social, ficar muito no quarto, não querer interagir com os pais, com os amigos. Esses sintomas muitas vezes são confundidos. Os pais precisam perceber quando passa da normalidade ou quando gera sofrimento, prejuízo social e emocional para esse adolescente. Esse é o gatilho para entender que esse adolescente está em risco ou que ele realmente está com quadro de depressão”, alerta a pediatra Liubiana Arantes de Araújo.

E as redes sociais?

Elas podem funcionar para o bem e para o mal. O adolescente pode encontrar acolhimento na internet, mas também pode encontrar pessoas que o colocam para baixo. É muito importante os pais ficarem SEMPRE de olho no que os filhos estão vendo.

O que protege?

O que fazer?

Tratamentos

Crianças e adolescentes com depressão também devem fazer terapia e, se for necessário, tomar antidepressivos. O tratamento deve ser multidisciplinar. Além do psiquiatra e psicólogo, as pessoas ao redor também precisam se envolver. Carinho, apoio, atenção são fundamentais.

“Estudos já comprovam que aquelas pessoas que têm uma vida social com amigos verdadeiros, têm capacidade de troca com eles, conseguem viver uma vida mais harmoniosa, com humor muito melhor”, diz a psiquiatra Carmita Abdo.

“As pessoas precisam olhar para elas mesmas e tratar as pessoas que estão deprimidas com carinho. Ajudar a buscar uma solução e não ficar criticando”, completa a psicóloga Liliana Seger.

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