“Tião não quer ficar sob a proteção da segurança que ele construiu”, declara Major Rocha


O deputado disse que o projeto de pauta na ALEAC é uma "piada de mau gosto"

SAIMO MARTINS, DO CONTILNET

O deputado e vice-governador eleito, Major Rocha (PSDB), usou sua página no Facebook esta semana, para dizer que o projeto do governador Tião Viana (PT) enviado à Assembleia Legislativa do Estado do Acre (ALEAC), é uma “piada de mau gosto”. Segundo o deputado, o governador teme ficar sob a segurança pública implantada no Estado nesses últimos oito anos de gestão.

Rocha afirmou que nem o Legislativo e muito menos o Judiciário foram consultados a respeito do projeto. “A verdade é que, depois de transformar o Acre e a nossa Capital nos lugares mais violentos do Brasil, agora o governador não quer ficar sob a proteção da segurança pública que ele (des)construiu”, destacou.

Major Rocha/ Foto: reprodução

O parlamentar disse que Tião Viana, com a aproximação do término do mandato, passou a ver de forma mais clara os problemas do Estado na área de segurança pública. O deputado lembrou ainda que não se faz segurança apenas com propaganda governamental, tendo em vista que se investe mais em mídia do que com a própria segurança.

“Para garantir a segurança dos chefes de poderes, como o projeto prevê, um mínimo de dois policiais em atuação simultânea, levando-se em conta uma escala de 24 horas de serviço por 72 horas de folga, teremos um efetivo mínimo de oito policiais para cada chefe de poder. Como no projeto não existe previsão para o número máximo de policiais, podemos então dizer que o céu é o limite”, enfatizou.

O deputado pede ainda que Tião Viana retire o projeto de pauta na ALEAC pois, segundo ele, “a partir de janeiro, com a posse do novo governo, vamos trabalhar para devolver a segurança aos acreanos e por fim à essa imoralidade”, frisou.

Veja a postagem na íntegra:

Às vezes você pensa que nada mais pode lhe surpreender, aí vem uma notícia que ultrapassa as raias do ridículo. Estou falando do projeto de lei que garante aos chefes de poderes a manutenção da segurança institucional por um período de até 72 meses.

Primeiro, é importante excluir dessa lambança os poderes Judiciário e Legislativo. Acredito que os mesmos não foram consultados para a construção desse projeto, que pode ser encarado como uma piada de mau gosto.

Feita a devida exclusão, resta lamentar a forma desastrosa como o Acre vem sendo conduzido. A verdade é que, depois de transformar o Acre e a nossa Capital nos lugares mais violentos do Brasil, agora o Governador não quer ficar sob a proteção da segurança pública que ele (des)construiu.

Talvez agora ele esteja vislumbrando o problema da segurança pública sob o ponto de vista do cidadão comum, aquele que paga os impostos e não tem mais o direito de andar nas ruas, de ficar tranquilo em casa, que fica aflito enquanto o filho, ou um parente qualquer, vai até a esquina.

Talvez Tião Viana tenha entendido que não se faz segurança pública só com propaganda e desculpas. É sempre bom lembrar que, durante os dois últimos governos, o orçamento da mídia sempre foi maior do que o da Polícia Militar.

Continuando o assunto, quero escancarar um pouco mais a fanfarronice desse projeto. Para garantir a segurança dos chefes de poderes, como o projeto prevê um mínimo de 2 policiais em atuação simultânea (isso mesmo, no mínimo 2 policiais, simultaneamente), levando-se em conta uma escala de 24 horas de serviço por 72 de folga, teremos um efetivo mínimo de 8 policiais para cada chefe de poder. Vou lembrar novamente que esse é o número mínimo. como no projeto não existe previsão para o número máximo de policiais, podemos então dizer que “o céu é o limite”.

E o cidadão comum, será que vai gostar de mais essa conta? Fazendo um cálculo rápido, computando apenas os salários/soldos, encargos, fardamentos e armamentos, esses 8 policiais não sairiam por menos de 70 mil reais mês. Some-se a esse valor a pensão de mais de 30 mil reais e a conta facilmente ultrapassa a casa dos 100 mil reais mês. Como diria Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”.

Lamentavelmente esse não é o único “presente de grego” que o atual governo quer deixar para os acreanos. Estaremos herdando dívidas gigantescas com empréstimos e com fornecedores, o caos na saúde e na segurança, a precariedade das contas da previdência entre outros tantos problemas que foram gestados durante os 20 anos de PT.

Voltando ao tema, ou seja, ao projeto que o governo apresentou, é interessante notar que depois de acabar com a segurança dos acreanos, agora quer retirar policiais das ruas para garantir para ele e sua família a segurança que não proporcionou ao nosso povo.

Espero que o Governador e sua equipe reflitam melhor e não insistam com esse projeto. Que ele tenha um pouco de paciência pois, a partir de janeiro, com a posse do novo governo, vamos trabalhar para devolver a segurança aos acreanos. Não teremos mais a terceirização das responsabilidades do Estado com a velha desculpa de que “A culpa é do Temer”, ainda que o governo federal se omita no cuidado com as fronteiras, como fizeram todos os presidentes.

Caso o governo insista e os deputados aprovem, tenham a certeza que a partir de janeiro vamos juntar com a pensão de ex-governadores e lutar para por um fim nessas duas imoralidades.

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