Bebê morre no Hospital da Criança, família diz não ter onde enterrar o corpo e clama ao Estado por ajuda

Uma criança com poucas semanas de vida, morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança na tarde do último sábado (22), em Rio Branco. O bebê foi vitima de uma doença rara que atinge órgãos essenciais no corpo humano como rins, pulmões e o coração. No entanto, a família, que é natural de Cruzeiro do Sul, alega descaso do governo, que não concedeu a passagem de volta da mãe junto do bebê para a terra natal dos pais, para que possam velar o corpo junto da família e enterrá-lo em um local onde possam visitar o túmulo.

Bebê estava em tratamento no Hospital da Criança/Foto: reprodução

Indignada, a cunhada da mãe do bebê, Cristiane Gonçalves, procurou a reportagem do ContilNet para denunciar a situação. Segundo ela, a família é carente e não tem condições financeiras para arcar com as despesas do funeral. “A gente conseguiu a doação do caixão para velar o corpo da criança, mas não temos local para enterrar. Estou preocupada, aonde esse bebê vai ser sepultado”, destacou.

Cristiane acrediat que o governo é o principal responsável pela situação da sua cunhada, identificada como Maria Aparecida dos Santos, vive. Já não bastasse a dor de perder o filho, a mãe não pode velá-lo junto aos seus familiares e enterrar com dignidade.

Ela relata ainda que desde que o bebê nasceu, eles sabiam que seu quadro era grave e de difícil reversão. “O bebê nasceu em Cruzeiro, mas encaminharam ele para se tratar em Rio Branco. A obrigação deles era ter dado para ela a passagem de vinda e de volta. Agora ela está na casa de amigos sem a minima condição de voltar para casa e enterrar o bebê na terra aonde ele nasceu”, ressaltou.

Mas a grande preocupação da família é quanto ao local de enterro do bebê. Tendo em vista que a mãe não tem condições financeiras e reside no interior, Cristiane tem medo da criança não ser enterrada como deveria. “A assistente social lá de Cruzeiro do Sul não atende ligação e o enterro está próximo. Estou preocupada”, explicou.

Gonçalves pede que as autoridades possam ajudar a família nesse momento complicado já que o enterro deve ocorrer ainda no domingo. “Só queremos enterrar de uma forma digna. A mulher de um cemitério disse que ela pode ser colocada em uma gaveta temporária, o problema é, e depois? Como vamos fazer?”, desabafou.

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