Reforma administrativa de Socorro Neri resultou em cinco secretarias e 132 cargos comissionados extintos


Não resta dúvida de que a população aprova

Foto capa ASTÉRIO MOREIRA, PARA CONTILNET

Fazendo o dever de casa 

Cinco secretarias municipais e 132 cargos comissionados extintos. Esse é o saldo da reforma administrativa da prefeita Socorro Neri (PSB). Não resta dúvida de que a população aprova. Os vereadores compreenderam a necessidade do ajuste para evitar o caos da gestão em um futuro próximo. Os tempos são muito difíceis e nenhum gestor exonera ou demite alguém por pura maldade. Não é isso! Ou a prefeita executa a reforma ou ela terá problemas no TCE e MPE para o resto da vida.

Túnel do tempo

O senador Sérgio Petecão (PSD) sempre foi homem de extrema confiança do então governador Jorge Viana (PT), que o guindou várias vezes para a presidência da Assembleia Legislativa e, ainda, contribuiu decisivamente par sua 1ª eleição de deputado federal. Petecão apoiava Jorge, Jorge ajudava Petecão. A FPA caminhava muito bem porque era via de mão dupla.

A história se repete

Quando o governador Binho Marques foi eleito, sucedendo Jorge Viana, Petecão quis fazer uma indicação para a Secretaria de Ação Social. Binho não aceitou com argumento de que seu governo seria técnico e não político. Pois é, deu ao Petecão dois mandatos de senador pela oposição.

Por onde passa um boi…

Petecão foi o primeiro a romper publicamente com a Frente Popular quando ninguém acreditava que o fizesse.

…passa uma boiada

Depois que Petecão saiu da FPA, vários políticos também romperam, inclusive, o governador eleito Gladson Cameli que, à época, era deputado federal. Em seguida, os demais descontentes com o governo Binho.

Abrir canal do diálogo

O rompimento político entre Gladson e Petecão não é bom para o futuro governo. Petecão ficar em uma trincheira só batendo é muito confortável. Um governo, por melhor que seja, enfrenta muitos desgastes. Gladson deve trilhar o caminho do diálogo assim como fez com o seu vice, Major Rocha (PSDB).

Na base do governo

Com dois deputados estaduais e um deputado federal (Jesus Sérgio), o PDT caminha para integrar a base do governo Gladson Cameli (PP). O deputado eleito Luís Tchê está conduzindo as negociações. Porém, no plano federal será oposição a Jair Bolsonaro.

Hay gobierno, no soy contra!

O braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, o PRB, também deverá integrar a base de apoio de Jair Bolsonaro com futuro deputado federal, vereador Manoel Marcos. No Acre, com a deputada reeleita, a Dra. Juliana.

Três milhões em multas

Por três castanheiras derrubadas e seiscentos hectares de mata destruída, o ICMBio aplicou multas no valor estratosférico de R$ 3 milhões. Segundo o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), esse tipo de multa vai acabar. Para isso, ele terá que mudar a legislação ambiental.

É desnecessário

Não há a menor necessidade dos futuros secretários do governo Gladson Cameli fazerem promessas que não vão poder cumprir. Devem começar com os pés no chão sabendo que a escassez de recursos é muito grande.

Alerta vermelho

Rio Branco pode sofrer uma das maiores alagações de sua história. A previsão é do Instituto Nacional. A prefeita Socorro Neri (PSB) já trabalha no plano de contingência para não ser surpreendida.

Alan prefeito

Não é de hoje que se fala na eventual candidatura do deputado federal Alan Rick (DEM) para prefeitura de Rio Branco. Esse é o sonho alimentado por muitos líderes evangélicos da capital. Alan está entre os deputados federais mais votados da capital.

Eleição fragmentada

A eleição para prefeito na capital e no interior tende a ser fragmentada. Além dos partidos que compunham a FPA lançarem candidatos cada um, a oposição será uma colcha de retalhos.

Boa vantagem

Quem é deputado estadual, federal ou senador, por exemplo, leva vantagem na disputa de prefeito. Não precisa se afastar do cargo e, se perder a eleição, continua no mandato. O mesmo vale para o Governo do Estado em 2022 se Márcio Bittar (MDB) decidir disputar o governo.

Pegando vento

Como a reforma política não acontece, o Movimento Brasil Livre (MBL) deverá iniciar uma campanha nas redes sociais orientando os eleitores a não votarem em candidatos a prefeito ou governador que disputem a reeleição. O segundo mandato tem se revelado cansativo e desastroso para a gestão pública, eleitores, à democracia e aos próprios políticos.

• Os dirigentes dos movimentos sociais que lutaram contra a extinção da Secretaria de Articulação Comunitária prometem guerra contra os vereadores em 2020.
• Falta menos de dois anos para a próxima eleição municipal.
• O tempo é veloz e constante.
• O poder é efêmero.
• A chamada grande imprensa está passando um raio X na vida dos futuros ministros de Bolsonaro.
• Não perdoam o desprezo a que foram submetidos pelo capitão presidente.
• A imprensa fica, os governos se vão!
• A imprensa fica, os políticos também se vão!
• O Detran vai estar em boas mãos!
• Os gestores que estarão assumindo se preparem para deixarem os cargos para responderem uma dezena de processos no TCE e MP.
• Faz parte do ritual.
• Ossos do ofício.

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