Terra natal, Acre é um destino certo nas férias do goleiro palmeirense Weverton


Neste ano, a viagem será feita ainda em dezembro e ele está em outro momento de sua carreira

TERRA

Enquanto os jogadores do Palmeiras escolhem destinos tradicionais para as férias (o atacante Dudu e o volante Thiago Santos estão na Disney, nos Estados Unidos, por exemplo), o goleiro Weverton gosta de viajar para Rio Branco, capital do Acre, sua terra natal. “Gosto de rever os amigos e valorizar o lugar onde nasci”, disse o goleiro do Palmeiras.

Visitar a capital acreana é um ritual que ele repete todos os anos. Em 2017, ele divulgou imagens de seu treinamento com o elenco do Atlético Acreano. Naquele momento, ele estava preocupado com a condição física, pois havia acabado de ser contratado pelo Palmeiras após cinco temporadas no Atlético-PR. Teria uma concorrência dura com os ídolos Fernando Prass e Jaílson.

Neste ano, a viagem será feita ainda em dezembro e ele está em outro momento de sua carreira. Depois de começar como terceira opção no gol, conseguiu se firmar e ficou nove jogos se sofrer gols no Brasileirão. Ele volta ao Acre como o titular absoluto do campeão brasileiro.

Além das viagens, Weverton gosta de reafirmar suas origens em todas as comemorações importantes, desfilando com a bandeira do estado pelo gramado. “Sempre que eu ganho alguma coisa importante, eu gosto de comemorar com a bandeira. Além de ser o estado onde nasci, tenho muitos parentes lá. É uma forma de poder comemorar com eles, mostrar a gratidão pelo lugar onde nasci”, disse o goleiro ao Estado.

A comemoração com bandeira enrolada no ombro acompanhou a evolução da carreira do goleiro. Weverton surgiu nas categorias de base do Juventus, do Acre. Depois de se destacar na Copa São Paulo de Futebol Júnior, acabou contratado pelo Corinthians, mas não se firmou nas categorias de base. Depois rodou por Oeste, América-RN e Botafogo-SP.

BARCELUSA – Sua carreira começou a decolar quando foi contratado pela Portuguesa. Ele estreou na Série B do Campeonato Brasileiro de 2010 contra o Icasa, na vitória por 3 a 1. A primeira vez que usou a bandeira foi na temporada de 2011, quando foi campeão da segunda divisão nacional. Era aquele time que ficou conhecido como Barcelusa, uma referência do Barcelona de Messi e Guardiola. Comandado pelo técnico Jorginho, o time do Canindé sustentou 22 jogos de invencibilidade, liderou 32 das 38 rodadas da competição e se tornou campeão com 17 pontos de vantagem para o vice Náutico.

“Foi um momento importante. A gente conseguiu uma química boa com a torcida. O Canindé estava sempre cheio e o time viveu grande fase”, relembrou o goleiro de 31 anos.

A comemoração mais importante até agora foi nos Jogos Olímpicos de 2016. Poucos dias antes da abertura, o goleiro Fernando Prass foi cortado da seleção brasileira por contusão. Weverton foi convocado e se sagrou campeão no Rio de Janeiro, conquistando a inédita medalha de ouro ao defender a última penalidade.

Em toda a campanha olímpica, Weverton sofreu apenas 1 gol em seis jogos. Na volta olímpica, ele estava radiante, com bandeira verde, amarela e vermelha. “Foi um dos momentos mais emocionantes da minha carreira. Até hoje eu me lembro da emoção da entrega da medalha. Foi único”, disse.

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