Rio Branco, Acre,





Espada ‘Plácido de Castro’ é encontrada abandonada no Memorial dos Autonomistas


Descuido foi percebido pela nova equipe da Fundação Elias Mansour, em inspeção ao Memorial dos Autonomistas

LUANA LIMA, SECOM

Uma inspeção ao prédio da administração do Memorial dos Autonomistas descobriu o descaso por peças históricos do Acre, entre elas a espada que homenageia o comandante da Revolução Acreana, o coronel José Plácido de Castro, jogada sobre uma mesa de uma sala vazia e vulnerável à ação de vândalos.

A visita ao Memorial foi feita, na última quinta-feira, 10, pelo diretor-presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, Manoel Pedro Gomes. “Foi uma surpresa para mim e para a nossa equipe”, disse Correinha, como é mais conhecido.

“A espada, que é um dos principais objetos históricos do Estado do Acre, não deveria ter sido encontrado nessa circunstância, pois deveria estar devidamente guardada, exatamente por se tratar de um objeto que simboliza o principal registro histórico da Revolução Acreana.” salientou o diretor-presidente da FEM.

Espada ‘Coronel José Plácido de Castro’, que homenageia o herói da Revolução Acreana, foi encontrada sobre a mesa da Administração do Memorial dos Autonomistas (Foto: Edson Brunno/Secom)

Correinha admirou-se, pois a espada poderia ter sido roubada, da forma em que a encontraram. “Causou-me assombro ver a espada nessas condições e de ver um memorial que foi recém-inaugurado e encontrarmos neste estado. Há muito trabalho a ser feito, mas a espada agora ficará em boas mãos e vamos ter este cuidado de verificar todo o acervo histórico do Acre e proteger o patrimônio cultural público.” afirmou o diretor-presidente da FEM.

O diretor rapidamente entrou em contato com o comandante geral da Polícia Militar do Estado do Acre, coronel Mario Cesar Souza Freitas, que solicitou que um policial fosse pessoalmente ao seu encontro para receber das mãos do diretor, a espada e assim, ficasse na proteção do comando geral.

Sala de administração do Memorial dos Autonomistas (Foto: Edson Brunno/Secom)

O Memorial dos Autonomistas passou por recente reforma no final do ano de 2018, mas precisa de ajustes, principalmente o Teatro Hélio Melo, anexo ao memorial, que não tem nenhuma segurança em suas portas e estão sendo fechadas com fio cabo elétrico. O Memorial não está sendo visitado, mas em breve estará com suas portas abertas a visitação do público.

Porta do Teatro Hélio Melo, fixada por Fio Cabo Elétrico (Foto: Edson Brunno/Secom)

Sobre José Plácido de Castro

José Plácido de Castro, coronel gaúcho que liderou a Revolução Acreana, nasceu em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, em 12 de dezembro de 1873. Filho do capitão Prudente da Fonseca Castro, veterano das campanhas do Uruguai e Paraguai, recebeu o nome do avô José Plácido de Castro, major paulista. Seu bisavô Joaquim José Domingues participou da conquista das Missões em 1801.

Plácido de Castro estava demarcando o seringal Victoria, quando ficou sabendo pelos jornais, em 1901, que a Bolívia arrendaria o Acre a uma companhia norte-americana, Bolivian Syndicate. Era a motivação que faltava e que o levou, aos 27 anos de idade, a liderar uma revolução vitoriosa contra os bolivianos com um exército, de 30 mil homens, formado por seringueiros, índios e ribeirinhos. Em 1908 foi ferido em uma emboscada, vindo a falecer em 11 de agosto de 1908 em decorrência dos ferimentos. Em 17 de novembro de 2004, Plácido de Castro – o Libertador do Acre, foi entronizado no Panteão da Pátria e da Liberdade e, teve seu nome escrito no “Livro dos Heróis da Pátria” como o mais novo herói brasileiro.

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