Rio Branco, Acre,





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Pimenta no Reino

Gladson libera nomeações e volta a pisar no freio, para desespero dos ‘sem-cargo’


Governador explicou a decisão em coletiva de imprensa concedida nesta quinta

Foto capa ARCHIBALDO ANTUNES, DO CONTILNET

Emergência

Com a enchente do Rio Juruá a desabrigar mais de 6 mil famílias em Cruzeiro do Sul, o prefeito Ilderlei Cordeiro (Progressistas) tratou de assinar um decreto de situação de emergência.

Ele quer dindim

Como asseverou Ilderlei, o município tem recebido ajuda do governo do estado, mas isso não seria, segundo ele, suficiente para resolver o drama dos desabrigados. Daí o decreto, que possibilita a captação – sem burocracia – de recursos do governo federal.

Aos trancos e barrancos

Depois de liberar cerca de 160 nomeações para cargos em comissão nos órgãos da administração pública estadual, o governador Gladson Cameli (Progressistas) voltou a puxar o freio de mão.

Saiu no DOE

O Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (7) publicou os decretos assinados por Cameli. E houve ainda mais pranto e ranger de dentes daqueles que ficaram de fora, do que festejo por parte dos poucos que entraram.

Lenço

Até mesmo a secretária de Empreendedorismo e Turismo, Eliane Sinhasique, pediu um lenço para enxugar as lágrimas.

Desidratação

A manifestação da ex-deputada estadual do MDB foi feita em um grupo do aplicativo WhatsApp, e logo ganhou a imprensa. Segundo o desabafo de Sinhasique, sem a nomeação dos subordinados, ela não tem como apresentar os resultados que almeja para a pasta – que acabará por se desidratar com o fechamento de alguns núcleos nos municípios do interior.

Cratera petista

A decisão do governador do Progressistas em pisar no freio seria explicada horas depois, quando em uma coletiva de imprensa ele assegurou que o rombo nas contas públicas deixado pelo antecessor, Tião Viana, do PT, ultrapassa meio bilhão de reais.

Pires

Segundo Gladson, ele em breve irá a Brasília com o pires nas mãos em busca de socorro do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O poeta tinha razão

Eis a realidade em que nos deixaram os governos companheiros. Lá e cá. E ainda sou obrigado a aturar os comentários de uns lambe-botas que me vêm afrontar com patacoadas. Mas sempre que isso acontece, me apego à máxima de Mario Quintana, segundo a qual “A burrice é invencível”.

Coice

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) bem que poderia ter ficado quieto e evitado levar um coice retórico do colega Gehlen Diniz (Progressistas).

No meio das canelas

Ao invés disso, resolveu reclamar da demissão de locutores da Rádio Difusora Acreana, dizendo que “o salário de dois Roxinho” seria suficiente para salvar os servidores da emissora, ao que Gehlen respondeu: “A pensão de Jorge Viana também”.

Em pauta  

O vereador de Cruzeiro do Sul, Elenildo da Pesca (Progressistas), apresentou nesta quinta-feira (7) requerimento para a realização de uma audiência pública, a fim de debater a cobrança de uma taxa instituída em 2018 relativa ao recolhimento do lixo residencial.

Chuva de queixas

Aprovado em votação no plenário, o requerimento agenda a oitiva popular para o dia 14 de março, às 8h30, na sede do Parlamento Municipal. E certamente haverá de chover reclamações.

Tunga

Isso porque o prefeito Ilderlei Cordeiro, também do Progressistas, tratou de elevar – com o apoio da Câmara – a taxa de R$ 7 para R$ 29,50, transformando-a em cobrança separada do IPTU, o Imposto Predial Territorial Urbano.

Pegou mal

O deputado estadual Jenilson Leite (PCdoB) resolveu anunciar, ontem (7), que estaria com viagem marcada para Brumadinho (MG), onde disse pretender ajudar, como médico, as vítimas da tragédia do desmoronamento da barragem da mineradora Vale. Pegou mal.

Aqui mesmo há quem necessite

Nas redes sociais, dezenas de internautas comentaram que ele não precisava ir tão longe para fazer caridade – bastando tirar uns plantões não-remunerados no Pronto Socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco ou nas UPAs da capital ou do interior.

Mundo pequeno

Coincidentemente, o anúncio de Jenilson Leite foi feito horas depois de a coluna cobrar dele o silêncio obsequioso em relação ao ICMS incidente na conta de luz, instituída pelos governos companheiros – o que eleva em 25% o valor final da fatura para os acreanos.

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