Rio Branco, Acre,





Sistema de Segurança teme pela integridade de policial federal preso por suspeita de matar filha de 3 meses


Dheymersonn Cavalcante é acusado de planejar a morte da criança e corre o risco de linchamento dentro do presídio

TIÃO MAIA, PARA O CONTILNET

O comportamento frio e possivelmente calculista, uma ação típica de psicopatia em relação ao crime, o que causou revolta em boa parte da população local logo após a divulgação das primeiras informações sobre o caso, foi o principal fator que levou o sistema de segurança do estado a tomar medidas especiais para garantir a integridade física do agente de Polícia Federal Dheymersonn Cavalcante Gracino dos Santos. Ele foi preso em flagrante acusado de planejar e executar o assassinato de uma filha fora do casamento, a qual ele não queria registrar, de apenas três meses de vida.

O policial foi inicialmente preso na Delegacia de Investigação de Crimes Contra a Vida, no bairro da Cadeia Velha (antigo 1º DP).

Dheymersonn chegou ao local levado por seus próprios colegas de armas, agentes federais que não aceitaram o que o acusado pode ter feito: planejar a execução da criança com ingestão de leite industrial quando sabia que a bebê, por ter nascido de forma prematura, só poderia ser alimentada com leite materno.

Dheymersonn Gracino com a filha; a mãe no enterro da criança/Imagem: reprodução

O secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Cezar, ao saber da prisão do agente federal nas dependências das Delegacia da Cadeia Velha, tratou de elaborar um plano de contingência por haver informações de que muitas pessoas ficaram revoltadas com o crime e que poderiam invadir a delegacia. Com o preso transferido para o sistema prisional, continuou a preocupação com sua integridade física porque muitos detentos não aceitam também este tipo de crime. “É preocupante”, admitiu Paulo Cezar.

VEJA MAIS: Agente federal no Acre é acusado de matar a própria filha de apenas 3 meses de vida

A morte da criança foi registrada em Rio Branco no feriado de sexta-feira (8), mas só foi divulgado no final de semana, com o no último domingo (10). A criança sequer havia sido registrada ou batizada, mas deveria se chamar Maria Cecília Pinheiro Souza, já que o pai se recusava a registrá-la. A mãe, moradora de Marechal Thaumaturgo, no Vale do Juruá, estava em Rio Branco exatamente para fazer o DNA e levar o pai, que é casado, a assumir a responsabilidade.

Agente Dheymersonn Cavalcante Gracino dos Santos, o acusado do crime, corre risco de vida

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