Rio Branco, Acre,





Líder comunitário pede que população evite Parque da Maternidade: “Virou reduto de bandidos”


Gilson Albuquerque recomenda que população evite andar pelo local por causa dos assaltos ocorridos inclusive à luz do dia, por falta de policiamento

TIÃO MAIA, DO CONTILNET

O secretário da União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco (Umarb), Gilson Albuquerque, um ativista do movimento comunitário no Acre, recomendou, na manhã desta segunda-feira (8), que a população da Capital evite trafegar, mesmo em veículos, pelo Parque da Maternidade” em função dos assaltos e outros tipos de violência que vem ocorrendo no local, em toda a sua extensão.

As vítimas preferenciais dos assaltantes são transeuntes e pessoas que ainda se arriscam a fazer caminhadas pelo local, mas já houve registro de assaltos à motoristas, dentro de veículos. “Basta o carro parar num sinal para eles agirem”, disse o ativista, referindo-se aos bandidos que fazem plantão no local.

O Parque da Maternidade já foi um dos pontos turísticos de Rio Branco/Foto: reprodução

O parque tem 12 quilômetros de extensão, saindo das imediações do Terminal Urbano, no centro de Rio Branco,  até a entrada do Conjunto Esperança, atravessando pelo menos cinco bairros da cidade. De acordo com o ativista, já não é possível dizer qual o trecho mais perigoso, já que o parque está praticamente todo mal iluminado, mal conservado, com lixo e mato que servem para abrigar os criminosos. “Isso vem desde a gestão passada, a gente reclamando e nada foi feito. Além do abandono do local, não há policiamento em toda a extensão do Parque”, lamentou.

“O perigo está em todos lugares, mesmo de dia”, disse Albuquerque, ele próprio vítima de assalto no último sábado (6), quando um bandido, de posse de uma faca, após ameaçar feri-lo, roubou seu celular, seus documentos e algum dinheiro. O assalto ocorreu por volta das 17h30min, com o dia ainda claro, num trecho do parque que dá acesso à Rua Rio de Janeiro e aos bairros Dom Giocondo e Preventório.

Gilson Albuquerque, ele próprio assaltado, recomenda que a população evite a área do Parque

“Eu sai do trabalho e caminhava em direção à minha casa no bairro da Floresta, tranquilamente, como sempre faço. De repente, ouvi alguém atrás de mim, me dizendo para passar o telefone celular. Era uma pessoa bem vestida, de cara limpa. Achei até que fosse uma brincadeira de alguém que me conhecia. Quando me virei, percebi que o assaltante, estava de posse de uma faca e ameaçava me ferir. É claro que entreguei tudo o que ele pedia”, disse.

Em seguida, o ladrão correu, passou por dentro de um posto de gasolina entre as ruas Minas Gerais e Rio de Janeiro e entrou pela pista de uma auto-escola que funcionava na localidade, antes de se esconder dentro do bairro Preventório. “Eu pedi ajuda a um amigo, que me emprestou o telefone e liguei para a polícia. Uma hora e meia depois, os policiais pareceram, eu indiquei a direção que o bandido havia tomado e onde ele havia entrado, mas os policiais se recusaram a ir lá no bairro Preventório e se limitaram a me recomendar registrar queixa”, disse Gilson Albuquerque.

Além dos assaltos nas vias do Parque, de acordo com o ativista, imóveis instalados por ali também sofrem os ataques dos assaltantes. A sede da Umarb, que funciona num espaço cedido pelo governo numa área do parque praticamente no centro da cidade, já foi assaltada mais de 20 vezes. “A violência é tamanha que as outras entidades que tinham sede no mesmo prédio, abandonaram o local e lá só estamos nós, do movimento comunitário”, disse.

Diante da falta de policiamento e do aspecto de abandono do parque, o dirigente comunitário diz que a única solução encontrada é recomendar à população da cidade que evite o local. “É uma pena, porque um espaço que já foi tão bonito e tão bem frequentado, tenha virado reduto de bandidos”, disse.

O Parque da Maternidade já foi um dos pontos turísticos de Rio Branco

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