Rio Branco, Acre,


Médicos farão cirurgias reparadoras de orelhas gratuitamente em crianças carentes

Denominado “Projeto Orelhinha”, a iniciativa existe há oito anos no Brasil .

Proporcionar elevação da autoestima e evitar o “bulling” em crianças com orelhas de abano são os principais objetivos da ação que o médico cirurgião plástico Stanley Bittar está trazendo para o Acre. Trata-se da realização de cirurgias de correção, a otoplastia, em crianças de 7 a 10 anos, que serão oferecidas de forma gratuita àquelas que comprovarem que não tem condições financeiras de pagar pelo procedimento.

Denominado “Projeto Orelhinha”, a iniciativa existe há oito anos no Brasil através do Instituto Sallus, com sede em Campinas (SP), que oferece as cirurgias de otoplastia em parceria com hospitais e médicos em todo o país.

No Acre, a ação será executada pelo próprio médico Stanley Bittar junto com o também médico Gustavo Morais nos dias 24 e 25 de maio, quando pretendem atender oito crianças já no primeiro dia.

Eles explicam que a técnica de otoplastia empregada, chamada HPO (High Performance Otoplasty) permite a cirurgia com anestesia local, sedação e tempo de execução mais rápido, sendo menos invasiva para o paciente e com melhor recuperação para as atividades diárias.

“A cirurgia plástica da orelha é uma das que mais modifica a estrutura facial e que automaticamente proporciona bem-estar e mudança na fisionomia. Neste projeto vamos atender de maneira totalmente gratuita. Não falamos só da obra social em si, trazemos à tona a questão do bullyng. Sabemos que vamos contribuir com as crianças para que não sofram com esse tipo de violência psicológica. Acreditamos que não seja somente algo estético, tem a ver com o resgate do bem-estar, da autoconfiança, quando a criança ainda está em fase de formação da personalidade”, ressaltou Bittar.

Ele disse ainda que há bastante tempo tinha vontade de realizar, no Acre, um projeto social que singular e marcante, que tivesse a ver com ele, com seu dom e habilidade e que além disso, modificasse a vida de pessoas menos favorecidos.

O médico lembra a importância da ação em face da grande demanda e do fato de que os planos de saúde não autorizam a cobertura deste tipo de cirurgia por ser considerada apenas estética. Na rede particular, o custo médio está em torno de R$ 10 mil e o Sistema Único de Saúde (SUS) não possui estrutura para atender a todas as solicitações o que gera uma espera de até seis anos pelo procedimento.

As inscrições para o “Projeto Orelhinha” podem ser feitas na rua Dom Bosco, 619, Bosque ou através do telefone (68) 99943-7900. A primeira etapa consiste numa entrevista com os pais e/ou responsáveis pelas crianças.

Com informações da assessoria

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