Rio Branco, Acre,


Calegário diz que Tchê cospe no prato em que comeu em 20 anos ao criticar a FPA

Defesa do líder do governo, com ataques aos governos passados, chamaram a atenção do parlamentar

O deputado Fagner Calegário (PV) cobrou de seu colega Luis Tchê (PDT), atual líder do Governo na Assembleia Legislativa, um pouco mais de coerência. O pedido foi feito em função de um discurso de Tchê em relação aos governos da Frente Popular, coligação que governou o Acre por 20 anos e da qual o PDT e o parlamentar faziam parte.

Tchê disse que o governo de Tião Viana, antecessor de Gladson Cameli, não cumpriu por exemplo a promessa de saúde de primeiro mundo e que o prédio do Pronto Socorro de Rio Branco  está em obras desde o ano de 2007, na administração de Binho Marques.

Deputados Luiz Tchê e Fagner Calegários/Foto: reprodução

“A cabeça de burro que havia lá vai ser desenterrada nos próximos dias pelo governador Gladson Cameli”, elogiou Tchê, atraindo a atenção de Calegário. “O deputado está cuspindo no prato em que comeu por 20 anos”, apontou Galegário. Tchê não respondeu e aproveitou para pedir que o parlamentar que está em rota de colisão com o seu partido vote com o Governo e que, ao sair do PV, venha para o PDT. “O deputado é um bom quadro”, elogiou.

A troca de acusações entre os dois parlamentares está relacionada aos debates em torno da proposta de aprovação da reforma administrativa da máquina estatal, que está em tramitação na Casa e que deve ser votada na sessão desta terça-feia (21). O deputado José Bestene, aliado de Luis Tchê e do Governo, também entrou no debate e disse que a primeira reforma proposta pelo governo, ainda em dezembro de 2018, foi feita de forma equivocada e que por isso precisa ser consertada agora. “Eu fui um dos que disse ao Gladson, antes da posse, de que ele não fizesse aquela reforma. Propus que fosse feita como está sendo agora, com a máquina andando”, disse Bestene.

De acordo com o deputado, o governador Gladson Cameli errou com a primeira reforma na tentativa de acertar. “Foi um erro, sim, que precisa ser corrigido por esta Casa ainda hoje”, disse Bestene.

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