Rio Branco, Acre,


Nome de Lene Petecão não está descartado para disputar a Prefeitura de Rio Branco

A vereadora, que é vice-presidente da Câmara, voltou a ocupar a Prefeitura esta semana

O Acre no BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciará, na próxima sexta-feira (24), a análise dos débitos do Estado com o banco referente a financiamentos contraídos no governo anterior. O trabalho atende um pedido do vice-governador Wherles Rocha, da secretária de Planejamento, Maria Alice, e da Fazenda, Samirames Dias, que foram recebidos, nesta quarta-feira (22), pelo presidente do BNDES, Joaquim Levy. A ideia é fazer um encontro de contas envolvendo o o Programa Integrado de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PIDS) e o Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinveste) a fim de que o Estado ganhe mais prazo para começar a pagar suas dívidas e acesso a outras linhas de crédito.

De novo no Governo

É cada vez mais frequente assunção do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior, ao Governo do Estado. Os amigos e as pessoas mais próximas dizem que o deputado leva jeito para cargos no Executivo.  

Reforma Administrativa

A reforma administrativa do Governo do Estado, no que diz respeito aos cargos comissionados, as chamadas CECs, foi aprovada, na sessão da última terça-feira (21), sem os votos da oposição. O placar final foi de 15 a 8 – o 24.º deputado, o presidente Nicolau Júnior (Progressistas), só votaria em caso de empate. A votação foi fracionada, por itens. No caso das CECs, a aprovação deu-se sob o artigo 43 da lei, que foi aprovada sem votos dos deputados de oposição, destacou o líder do PC do B, deputado Evaldo Magalhães.

Governo se impôs

Muitos deputados de oposição, aliás, não gostaram como o fato foi noticiado pelo site ContilNet. Em algum ponto, até tinham razão porque o repórter não atentou para o item 43 da nova lei, que tratava dos cargos comissionados, que foram criados sem os votos de oito dos oposicionistas. Mas, nos demais itens da lei, o governo passou sobre a oposição como um compressor e, ao que parece, pôs fim à farra da minoria, que vinha ditando as regras na Casa. Através do líder Luis Tchê, o unificou sua base e se impôs.

Os Três Mosqueteiros

Na recente vitória do governo sobre a oposição na Assembleia, mereceu destaque o papel do presidente da Casa, deputado Nicolau Júnior (Progressistas). Conciliador mas firme, ele foi o maestro, em público, das articulações feitas em privado pelo secretário Ney Amorim, do próprio Luis Tchê e do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. O trio, já batizado de Os Três Mosqueteiros, vai voltar a atuar assim que o governo precisar de novas votações. Aprenderam o caminho. A derrota era tudo o que a oposição não queria e tampouco esperava. Apostava em tudo em dissidências na base como registrado em outras votações.

Selo de Galvez

A campanha do ativista Abrahim Farhat, o “Lhé’, para a reimpressão de um selo postal criado por Luiz Galvez para celebrar o Estado Independente do Acre, em julho de 1889, começou a dar resultados. Os Correios concordaram em imprimir pelo menos uma centena de selos e deve lançá-los em breve, possivelmente em julho, quando dos 120 anos da passagem de Galvez por aqui. O selo traz, além da estrela da bandeira do Acre, uma casinha de seringueiro, uma seringueira estilizada e uma tartaruga em pé, em posição de combate. Seria a marca de Galvez para dizer, com o desenho da tartaruga, que o Acre, já naqueles tempos distantes, vivia uma revolução, “a revolução dos lentos”, conforme teria definido, segundo o escritor Afonso Domingos, autor do romance “La Estrella Solitária” (lançado na Espanha e ainda sem tradução para o português), que conta a aventura do espanhol por essas bandas.

Homenagens ao espanhol

Luiz Galvez deve receber honrarias antes do recesso parlamentar, no mês de julho, da Assembleia Legislativa e da Prefeitura de Porto Acre, município no qual ele instalou a sede de seu Governo. O requerimento para a homenagem da Assembleia ao criador do Estado Independente do Acre, o que um dia nos tornou um país, deverá ser de autoria do deputado Daniel Zen (PT). Em Porto Acre, as homenagens deverão ficar por conta do prefeito Bené Damasceno (Pros).  O Estado Independente do Acre foi criado a 14 de julho 1889, no primeiro centenário da Queda da Bastilha, uma mansão em Paris onde o absolutismo prendia os opositores do regime, o que fez eclodir a Revolução Francesa.

Lene prefeita

Vereadora lene Petecão esteve representando a Câmara/Foto: ascom

A vereadora Lene Petecão (PSD), vice-presidente da Câmara Municipal de Rio Branco e que na ausência do presidente Antônio Morais (PT) e da prefeita Socorro Neri (PSB), que está em viagem particular acompanhando o marido numa cirurgia fora do Estado, voltou a ocupar a Prefeitura esta semana. Quem conhece a vereadora de perto diz que ela está tomando gosto pelo Executivo e que sonha também um dia vir a ser prefeita da cidade em que nasceu.

 Mel na cumbuca

Lene Petecão estaria disposta a ser candidata à Prefeitura se tivesse o apoio de seu irmão, o senador Sérgio Petecão (PSDF-AC). O problema é que Petecão, já de olho em 2022, quando deverá se apresentar como candidato a governador, quer passar longe das indicações e de maiores envolvimentos na disputa municipal, tanto na Capital como no interior. Mas a indicação de Lene como candidata a prefeita viria resolver um problema interno de Petecão: a candidatura a vereador de Jack Montana, seu anão preferido. Se Montana for de fato candidato, correndo na mesma raia de Lene Petecão, pode vir a prejudicar a irmã do senador.  A candidatura dela ao Executivo municipal seria, para Petecão, como se diz no popular, mel na cumbuca.

Sem entender

Um político não pode ampliar seu nome sem uma boa divulgação de suas ações na imprensa e nas redes sociais. Não dá para entender como que alguns mantém pessoas desqualificadas neste cargo. Melhor não ter ninguém. Pelo menos não atrapalha.

Mortes no Calafate

Um sinal de alerta vermelho está acesso, desde o início da semana, nos gabinetes do secretário de Justiça e Segurança Pública, coronel Paulo Cézar Santos, e do diretor de polícia judiciária, delegado Henrique Maciel. O alerta diz respeito ao bairro Calafate, em cujas ruas voltaram a ocorrer assassinatos depois de uma trégua de pouco mais de dez dias. Neste período, segundo Paulo Cézar, o sistema de segurança jogou pesado no bairro, com policiamento ostensivo e patrulhamento a pé. Isso arrefeceu o número de crimes, que era da ordem de até três assassinatos por semana, mas nos últimos dias, mesmo com a PM de prontidão na área, assassinos voltaram a agir. Desta vez, mataram Tim Maia, apelido de um morador do bairro.

Projeto de Jorge Viana

Mulheres transgêneras e transexuais agora também podem contar com a proteção da Lei Maria da Penha, segundo um projeto de autoria do ex-senador Jorge Viana (PT), que acaba de ser aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. A proposta teve parecer favorável da senadora Rose de Freitas (PODE-ES), ampliando o alcance da norma para combater a violência contra pessoas que se identificam como integrantes do gênero feminino. Elas terão direito a medidas protetivas, inclusive ao afastamento do agressor do lar.

Trabalho sério

O texto tem caráter terminativo na CCJ do Senado e não havendo recurso para análise em plenário, segue para a Câmara dos Deputados. Em Rio Branco, Jorge Viana recebeu a notícia com alegria e disse que isso mostra o resultado de um trabalho sério durante seu mandato no Senado. “Mesmo estando fora do Congresso, fico muito feliz ao ver o resultado do trabalho que a gente fez, da nossa dedicação às boas causas. Espero que medidas como essa ajudem a gente a pacificar o país, a fazer justiça e tornar o Brasil um país mais solidário e também mais contemporâneo”, declarou o ex-senador, segundo sua assessora de imprensa, Mariama Morena.

Assassinatos de LGBT

O Projeto de Lei do ex-senador do Acre lembra que o Brasil é o país com maior índice de violência contra pessoas lésbicas, gays, transexuais e transgêneros. O Relatório de Assassinatos LGBT no Brasil mostrou que, só em 2016, foram mais de 320 mortes. O número de agressões é maior quando se trata das mulheres transexuais e transgêneras. A Lei Maria da Penha é considerada uma medida ideal de política pública de combate à violência contra a mulher. Uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 29% das mulheres no Brasil já sofreram algum tipo de violência física ou verbal.

MPAC processa PM

O caso do sargento PM Alan Melo Martins, que atropelou e matou a dona de casa Silvinha Pereira, de 38 anos, numa ocorrência registrada no último sábado (18), nas imediações do Araújo Mix, na Estrada Dias Martins, em Rio Branco(AC), não será tratado como um mero acidente de trânsito ou apenas mais um dos milhares que ocorrem diariamente. O PM já foi afastado de suas atividades no gabinete militar do Estado, pelo governador Gladson Cameli, e agora o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), através da promotora de Justiça Maria Fátima Ribeiro Teixeira, decidiu abrir processo investigatório criminal contra o acusado, que estaria dirigindo em alta velocidade e sob efeito de bebida alcoólica.

Omissão investigada

Alan Martins dirigia um carro modelo Onix, de cor vermelha, quando atropelou o casal José da Silva e Silva e Silvinha Pereira da Silva, ocasião em que ambos sofreram lesões corporais de natureza gravíssimas – a mulher morreu, no dia seguinte, no hospital, vítima dos ferimentos. O casal saía do supermercado, em uma moto. Testemunhas disseram que Alan apresentava sinais de embriaguez e a companhia de trânsito, da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, não fez o teste do bafômetro, uma omissão que também será investigada pelo MPAC, disse a promotora.

Obediência à lei

A promotora Maria de Fátima Ribeiro Teixeira justificou o pedido dizendo levar em consideração a necessidade de prevenção de qualquer abuso de autoridade ou omissão por parte dos policiais ou agentes penitenciários, “que devem se pautar pelo respeito aos direitos humanos e obediência ao princípio constitucional da legalidade”, escreveu Maria de Fátima Ribeiro Teixeira no Diário Oficial do MPAC.

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