Rio Branco, Acre,





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Pimenta no Reino

Edmar Monteiro se apresenta como candidato à chefia do Ministério Público do AC


Antigo procurador, que já exerceu o cargo, se mostra disposto a bater chapa com a atual procuradora Kátia Rejane

Foto capa TIÃO MAIA, DO CONTILNET

Outro no páreo

Acabaram-se as chances de a procuradora-chefe de Justiça no Estado do Acre, Kátia Rejane Araújo, ser candidata à reeleição, em setembro deste ano, com chapa única. Rejane havia dito anteriormente que não pensava em reeleição, o que fez com que algumas candidaturas, como a da procuradora Rita de Cássia, fossem apresentadas. Mas, como ela recuou em relação à ideia, Rita de Cássia teria desistido de se candidatar e Kátia Rejane chegou a pensar que disputaria a indicação como candidata única, como já ocorreu na instituição. Mas surgiu o nome de Edmar Monteiro.

Fortes razões

Um dos mais antigos procuradores de Justiça em atuação no Estado, Edmar Monteiro, chamado entre os seus pelo diminutivo “Edmarzinho” – uma homenagem a seu pai, que tinha o mesmo nome e que também foi procurador -, já exerceu o cargo em dois mandatos durante os governos da Frente Popular do Acre (MPAC), do qual seria aliado, pretende voltar ao cargo. E agora ele tem uma razão bem mais forte, revelam seus amigos.

Lei da compensação

Uma das razões seria uma espécie de compensação pelo fato de Monteiro ter perdido a chance de vir a ser suplente do então senador Gladson Cameli e de ser senador de fato com sua renúncia dele para assumir o governo do Acre. Consta que o convite a Edmar Monteiro partira do então candidato a senador Gladson Cameli, o que levou o procurador a se movimentar e até a admitir entre amigos que seria candidato a suplente. Mas, para sua surpresa, dias depois, viu o nome da então primeira-dama de Senador Guiomard, Mailza Gomes, como a escolhida. E recolheu-se.

Acertos com o passado

De acordo com fontes ligadas ao procurador, ele acha que se conseguir ser votado por seus pares e seu nome chegar ao gabinete do governador como primeiro, segundo ou mesmo o terceiro da listra tríplice, Gladson Cameli acabaria por nomeá-lo em função dos desacertos do passado. Pode até ser.

Os fichas sujas

O vice-governador Wherles Rocha, na condição de governador em exercício, quando da assinatura da lei que proíbe o exercício de cargos públicos por pessoas condenadas por improbidade administrativa, cunhou uma frase emblemática sobre o assunto: “O desgaste com aliados pode até ser grande, mas o benefício para o Estado é bem maior”. No caso, o desgaste deveria atender pelo nome de Vagner Sales, um aliado do governo que teve que ser demitido do cargo de secretário extraordinário de articulação política e que foi alcançado pela nova lei.

Novas cabeças

De acordo com Rocha, a lei, que parece antipática para quem tem ou teve problemas com suas contas ao tempo do exercício de cargos públicos, é uma aliada do Estado para administradores que querem fazer gestão dentro da legalidade. “Nossos aliados sabem que precisam se adequar às novas regras”, disse Rocha, ao lembrar que o maior entusiasta desta nova lei é o próprio governador Gladson Cameli. Com a lei sancionada, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a própria Secretaria de gestão Administrativa vão promover levantamentos em busca de pessoas que venham a ser alcançadas. Isso significa que novas cabeças podem rolar.

Alércio Dias

Significa também que o sonho do advogado Alércio Dias de voltar ao governo, na condição de secretário-adjunto da Secretaria de Educação, não vai se concretizar. Ele havia saído da presidência do Acreprevidência por recomendação do Ministério Público do Estado pela mesma acusação de condenado por improbidade administrativa na época em que foi secretário de Educação do governo de Orleir Cameli, há quase 20 anos. Como velho aliado do governador, esperava ser compensado com um novo cargo, mas esta lei veio à medida para enquadrá-lo e também o impede de contratar com o serviço público.

Sequestro de recursos

Está prestes a estourar uma queda de braço entre o Tribunal de Justiça e o Governo do Estado. O TJ, sob a presidência do desembargador Francisco Djalma, estaria disposto a determinar que o Tesouro Nacional sequestre parte dos recursos do Fundo de Participação dos Estados, algo em torno de R$ 15 milhões, para o pagamento de parcelas relativas aos precatórios. No último ano da gestão de Tião Viana, não foi pago nenhum real de precatórios e a rebordosa do problema estaria vindo à tona agora.

Sem gravuras

Sobre queda de braço, a que havia entre o casal de políticos Edvaldo Magalhães (deputado estadual) e Perpétua Almeida (deputada federal), do PC do B, e a Justiça, foi vencida pela magistratura. Decisão judicial estabelece que as gravuras de Chico Mendes, Che Guevara e Frida Kalo, entre outros notáveis, devem ser apagadas do muro da residência dos parlamentares, que são casados entre si. A questão começou a partir de ação judicial impetrada pelo presidente do condomínio Ipê, onde as residências estão instaladas, o ex-deputado federal Osmir Lima.

Guerra ideológica

O que há por trás da briga judicial entre Osmir Lima e o casal de políticos, como se não houvesse algo mais importante a ser tratado neste Estado, reflete uma questão ideológica.  Osmir Lima, que já transitou por uma série de partidos, é tido como um homem de direita, e o casal de comunistas, claro, é de esquerda, razão pela qual as gravuras são sobre pessoas que foram e são ícones do socialismo ou do pensamento de esquerda, como Guevara e Frida.

Admiração comunista

E é porque o Edvaldo Magalhães e a Perpétua nem mandaram fazer imagens no muro do Ipê do Enver Hoxha, antigo ditador da Albânia, ou do King Jon Um, o baixinho que comanda com mão de ferro a Coréia do Norte. Os dirigentes do PC do B podem até negar nos dias atuais, mas até recentemente os dois ditadores eram admirados por dez entre cada dez militantes do Partido. Com tais imagens, o Osmir Lima iria à loucura de vez.

Concorrente única

A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, do PT, pode viver uma condição praticamente inédita na próxima disputa eleitoral, quando deverá ser candidata à reeleição. É que no município da fronteira ninguém parece disposto a se candidatar para enfrentar a prefeita e ela pode viver a incrível situação de ter que concorrer sozinha, tendo que tirar mais votos, claro, do que os brancos e nulos.

Resultado de uma administração de causar inveja, independentemente de partidos ou ideologias.

Aluísio Bezerra

Historicamente, o único candidato a concorrer praticamente sozinho no Acre foi Aluísio Bezerra, do PMDB, em Cruzeiro do Sul, em 1996. Na época, sua concorrente direta era a então vereadora Mariazinha, que sonhava chegar à Prefeitura mas foi cassada em plena campanha eleitoral, o que deixou Bezerra na disputa como candidato único.

Mas o velho político quase perdeu, para si mesmo, ao tirar votos um pouco – pouco mesmo- acima dos brancos e nulos. Em 2000, ao tentar a reeleição, Aluísio Bezerra perdeu para César Messias, ainda no chamado MDA (Movimento Democrático do Acre).

Alysson para federal

Poucos entenderam nomeação do odontólogo Alysson Bestene, ex-secretário de Saúde, para a função de secretário de Articulação Política. A nomeação faz parte das articulações de Gladson Cameli em relação ao futuro. Se for de fato candidato à reeleição, como já disse que é, o governador vai precisar repetir a performance de 2018 com a eleição de uma boa base para a Assembleia Legislativa e para a Câmara federal. Como na família Bestene já há o deputado José na Assembleia, Alysson iria à disputa para a Câmara Federal. Este é o desenho.

Fortalecimento dos Bestenes

Aliás, a candidatura de Alysson à Câmara Federal pelo PP, o partido presidido por seu tio José e ao qual Gladson Cameli é filiado, passaria também pelo fortalecimento político da família com a eleição do comerciante Samyr à Câmara Municipal no ano que vem. Samyr é filho de José Bestene e já se movimenta como candidato a vereador. Se for eleito, estará sendo pavimentada a caminhada de Alysson rumo à Câmara Federal.

Maria das Vitórias

Quem vive a expectativa de assumir vaga no Senado ainda este ano, assim que forem concluídas as votações mais polêmicas da Casa, como Reforma da Previdência e Tributária, além do pacote Anticrime de Sérgio Moro, é a ex-deputada estadual Maria das Vitórias, viúva do ex-prefeito e ex-deputado João Tota. Primeira suplente do senador Sérgio Petecão (PSD), ela só aceitou a incumbência pela expectativa de assumir o mandato por algum período. Como Petecão nada teria a perder com uma licença e a substituição na função por uma mulher honrada, é possível que ele se afaste assim que as votações mais pesadas do Congresso forem concluídas. É o que têm revelado amigos do senador.

“Não te estupro…”

Brasília – O deputado Jair Bolsonaro discute com a deputada Maria do Rosário durante comissão geral, no plenário da Câmara dos Deputados, que discute a violência contra mulheres e meninas, a cultura do estupro, o enfrentamento à impunidade e políticas públicas de prevenção, proteção e atendimento às vítimas no Brasil (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em Brasília, o imbróglio entre Jair Bolsonaro e Maria do Rosário (PT), da época em que ambos eram deputados federais – aquela do “não te estupro porque você não merece” – parece caminhar para o fim.Por determinação judicial, o presidente publicou um pedido de desculpas à deputada nesta quinta-feira (13), último dia do prazo estabelecido pela Justiça. Na publicação, o presidente da República manifesta ter, ainda, “irrestrito” respeito às mulheres e citou seu apoio ao aumento da pena para autores de crimes contra a dignidade sexual e o discurso feito pela primeira-dama no dia da posse presidencial, na qual houve quebra de protocolo.

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