Rio Branco, Acre,





Em velório de produtora cultural, amigos fazem roda de samba para homenageá-la


Ela atuou na área do teatro, como integrante da Companhia Garotas Marotas e também produzindo espetáculos na Usina de Arte João Donato

LAMLID NOBRE, DO CONTILNET

A produtora cultural Marineide Maia foi sepultada na manhã desta quinta-feira (13) no cemitério São João Batista. Durante o velório, na capela do Morada da Paz, amigos prestaram as últimas homenagens por meio de músicas cantadas em uma roda de samba formada na cerimônia.

Marineide Maia era agrônoma e produtora cultural./Foto: Reprodução

“Tristeza” de Vinícius de Moraes, que já foi interpretada por Beth Carvalho e Martinho da Vila foi uma das músicas cantadas para Mari, como era carinhosamente chamada.

“É um momento muito difícil perder uma amiga tão querida, tão alto astral como ela. Ela tinha muitos amigos e tinha muita gente lá para prestar homenagens a ela”, descreveu o colunista social Moises Alencastro, um dos presentes ao velório.

Velório ocorreu nesta quinta/Foto: reprodução

Em nota de pesar a direção da Fundação Municipal de Cultura “Garibaldi Brasil”, escreveu que “a cultura de Rio Branco perdeu… Marineide deixou na memória de seus familiares, amigos e colegas a lembrança de uma mulher guerreira, alegre, que lutou muito em prol da Cultura.”.

Marineide Maia enfrentava um câncer e, internada na Unidade de Oncologia da Fundação Hospitalar do Acre, morreu na quarta-feira (12).

Ela atuou na área do teatro, como integrante da Companhia Garotas Marotas e também produzindo espetáculos na Usina de Arte João Donato, onde estudou Artes Cênicas. Era também formada em Agronomia pela Universidade Federal do Acre (Ufac).

A produtora cultural e agrônoma estava com câncer./Foto: Reprodução

O produtor de cinema e amigo da produtora cultural, Sérgio Carvalho, escreveu: “Tenho a sensação de que cada vez que uma pessoa da cultura nos deixa, o mundo gira um pouco mais descompensado. A querida amiga e competente produtora cultural Marineide se foi. Minhas memórias com ela vão ser de seus cabelos e tecidos coloridos ao vento, rebelde, naquele gurgel conversível branco, sempre cheio de gente boa. Uma cena de Thelma e Louise. A mesma liberdade feminina. Indômita. Seu sorriso e firmeza no olhar e talento que contribuíram com vigor para a cultura de Rio Branco. Obrigado, Mari, por sua existência – resistência, luz!”.

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