Rio Branco, Acre,





Morre Dom Moacyr Grechi, aos 83 anos de idade, em Porto Velho


O arcebispo estava enfrentando problemas de saúde há um tempo e havia dado entrada no hospital na tarde desta segunda com problemas renais

LAMLID NOBRE, DO CONTILNET

Morreu na noite desta segunda-feira (17) na UTI do Hospital 9 de Julho, em Porto Velho (RO) o arcebispo emérito daquela Diocese, Dom Moacyr Grechi, aos 83 anos de idade.

Moacyr Grechi morreu aos 83 anos/Foto: Reprodução

Antes de ser destacado para a capital rondoniense, ele foi bispo da Diocese de Rio Branco.

De acordo com o pároco da Igreja Nossa Senhora da Conceição, Moisés Oliveira, o religioso já estava debilitado, mas até o momento a igreja ainda não sabe ao certo a causa da morte.

Segundo informou a arquidiocese de Porto Velho, ele foi internado às pressas na tarde desta segunda-feira com fortes dores decorrentes de uma prisão de ventre e crise renal. A morte foi confirmada por volta das 18:30 horas, após duas paradas cardiorrespiratórias.

SOBRE DOM MOACYR

Em 1949, ingressou no Seminário da Ordem dos Servos de Maria, em sua cidade natal. Em 29 de julho de 1961, foi ordenado sacerdote.

Em 17 de julho de 1972, foi escolhido para ser bispo da diocese de Rio Branco pelo Papa Paulo VI.

Em 29 de julho de 1998, foi nomeado arcebispo de Porto Velho, tendo tomado posse em 8 de novembro de 1998. Aposentou aos 75 anos e foi substituído em 3 de março de 2012 por Dom Esmeraldo Barreto de Farias.

Foi um dos criadores do Conselho Indigenista Missionário (CIMI)[2] e da Comissão Pastoral da Terra, entidade que presidiu por oito anos.

Destacou-se pela defesa dos indígenas, dos seringueiros e dos trabalhadores rurais. Lutou pela punição dos assassinos de Chico Mendes, que conheceu pela atuação nas Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s).

Fez denúncias contra Hildebrando Pascoal.

Como arcebispo de Porto Velho, contribuiu para a criação da Faculdade Católica de Rondônia, da Comissão Justiça e Paz de Rondônia e para o fortalecimento dos Centros Sociais da Arquidiocese. Teve como lema: “O último de todos e o servo de todos”. (Marcos 9:35).

Foi membro delegado pela CNBB da Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho (Conferência de Aparecida), que aconteceu em maio de 2007, onde teve contato com Mário Jorge Bergóglio, então arcebispo de Buenos Aires, que futuramente seria o Papa Francisco.

 

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