Rio Branco, Acre,





Policial civil diz que Bolsonaro cometeu traição ao desvalorizar os agentes na Reforma da Previdência


Caso seja aprovada a alteração, no próximo dia 2 de julho os agentes ocuparão o Palácio da Alvorada, em Brasília

EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Uma paralisação nacional dos Policiais Civis também chegou ao Acre na manhã desta terça-feira (25), quando os agentes se reuniram em frente ao Palácio Rio Branco, como forma de protestar contra uma modificação feita no texto da Reforma da Previdência – proposta do presidente Jair Bolsonaro. Dezenas de policiais se reuniram no ato.

De acordo com Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Acre (SINPOL), Tibério César da Costa, o bem estar do servidor já atuante e dos futuros profissionais deve ser afetado consideravelmente.

Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Acre (SINPOL), Tibério César da Costa/Foto: cedida

“Não podemos permitir que a nossa aposentadoria seja afetada dessa forma. O que queremos por parte do Governo Federal é isonomia de tratamento com os militares e agora com os bombeiros militares. Eles foram mantidos no sistema de seguridade social e nós não. Por exercermos atividades de risco, com dedicação exclusiva e escalas, não podemos autorizar qualquer diferenciação”, explicou.

Para o líder, na reestruturação, o grupo está sendo preterido. “Exigimos respeito e igual tratamento por parte do governo federal”, finalizou.

Ato ocorre em frente ao Palácio Rio Branco/Foto: cedida

 

O Presidente da Federação dos Policiais Civis da Região Norte (Fepolnorte), Itamir Lima, falou sobre a importância da manifestação e disse que a classe precisa de condições adequadas para um trabalho digno.

“É legítima a manifestação. Estamos querendo uma aposentadoria justa, uma pensão digna e que se iguale aquilo que foi oferecido às outras polícias. Nossa categoria selou uma parceria com o presidente, mas ele disse hoje que nada foi firmado. Isso é uma traição. Um caos pode ser instalado na segurança pública, caso não seja feito um acordo favorável”, enfatizou.

Caso seja aprovada a alteração, no próximo dia 2 de julho os agentes ocuparão o Palácio da Alvorada, em Brasília.

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