Rio Branco, Acre,





Soldado boliviano contrai meningite em Vila próximo à Plácido de Castro e preocupa população


O fácil contágio da doença deixa as pessoas que trabalham e visitam a localidade apreensivas

TIÃO MAIA, DO CONTILNET

Um caso de meningite meningocócica – ou meningite bacteriana, doença letal na maioria dos casos e de fácil propagação – registrado contra um soldado do Exército da Bolívia estacionado na localidade de “Porto Evo Morales”, localizado na divisa com o município de Plácido de Castro, no Acre, na chamada região do Abunã, está causando pavor na população local, principalmente em relação aos brasileiros que atravessaram a fronteira para fazer compras do outro lado do rio, no último final de semana.

O soldado boliviano, que não teve a identidade revelada, é transferido da Vila no Abunã para a capital La Paz

Na tarde de domingo (16), o próprio Exército da Bolívia transportou da localidade um soldado com os sintomas da doença para La Paz. Outros 70 militares, que tiveram contato com o que foi transferido, estão isolados e sendo atendidos por especialistas no hospital Roberto Galindo, em Cobija, na fronteira com os municípios acreanos de Epitaciolândia e Brasileia. Até o momento, as autoridades de saúde no Acre não foram oficialmente informadas do problema pelas autoridades sanitárias da Bolívia.

A meningite bacteriana, também chamada de meningite meningocócica, é a inflamação das meninges causada por bactérias, de três tipos, que se encontram no meio ambiente e podem inclusive viver no nariz ou no aparelho respiratório de uma pessoa sem provocar qualquer dano.

A doença, quando registrada, infecta o cérebro. As pessoas com maiores fatores de risco de contraírem a doença são as que apresentam infecção crônica do ouvido e do nariz, pneumonia e que fazem uso abusivo de bebidas alcoólicas.

A doença também é mais comum em crianças de um mês a dois anos de idade e ocorre com mais frequência no inverno ou na primavera. Ela pode causar epidemias locais em internatos, dormitórios estudantis ou bases militares, como é o caso registrado na Bolívia, na fronteira com o Acre.

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