Rio Branco, Acre,





Veja como votaram os senadores acreanos sobre decreto de armas de Jair Bolsonaro


Governo é derrotado no plenário do Senado e agora volta às esperanças para a Câmara dos Deputados

TIÃO MAIA, DO CONTILNET

A derrubada do decreto do presidente Jair Bolsonaro, que permitiria a aquisição, uso e porte de armas de fogo para integrantes de algumas categorias profissionais no Brasil, na sessão da noite desta terça-feira (18), não contou com o apoio da senadora Mailza Gomes (PP-AC). Assim como o senador Márcio Bittar (MDB-AC), ela votou com o governo. O terceiro senador pelo Acre, Sérgio Petecão (PSD), embora presente nas dependências do Senado, não compareceu ao plenário na hora da votação e, portanto, se absteve. A votação foi secreta.

Dois dos senadores votaram a favor, apenas Petecão foi contra a medida/Foto: ContilNet

Os votos favoráveis dos dois senadores acreanos, assim como dos demais governistas do restante do país, não impediram que o Senado rejeitasse a ideia de Bolsonaro por 47 votos a 28. O plenário decidiu aprovar decreto legislativo de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que tornava sem efeito o regulamento de Bolsonaro. Se aprovado, o decreto de Bolsonaro permitiria o porte e uso de armas para 20 categorias profissionais e aumentaria de 50 para 5 mil o número de munições disponíveis anualmente a cada proprietário de arma de fogo. O projeto agora segue para a Câmara Federal, onde os aliados de Bolsonaro esperam reverter a decisão do Senado.

O senador Márcio Bittar, que se manifestou várias vezes em defesa da proposta de Bolsonaro, lamentou a derrota do governo no Senado, mas disse respeitar a decisão. “Aceito a derrota como parte do jogo democrático. Nas democracias, o melhor instrumento já encontrado pelo homem para reger a vida em sociedade, a maioria decide pelo voto e quem perde. Eu respeito mas lamento pelo Brasil, quer perdeu a oportunidade de corrigir um problema que, a meu ver, foi estabelecido pelos governos petistas ao desarmar a população de bem e deixar que os marginais, quem vive fora da lei, tivesse acesso às armas”, disse o senador.

Sérgio Petecão não quis comentar sua ausência na votação. Antes mesmo de o projeto ir à votação, ele dava demonstrações de dúvidas quanto a seu voto e chegou a manifestar a preocupação em redes sociais. Quando tinha 14 anos de idade, Petecão teve o pai assassinado a tiros por um ex-empregado e essa ocorrência deve ter pesado na convicção do senador na hora do voto que permitiria o acesso às armas. A senadora Mailza Gomes não foi localizada para comentar seu voto.

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