Rio Branco, Acre,


Bittar dialoga com embaixadores da Alemanha e Noruega sobre Fundo Amazônia

Intuito da reunião foi renegociar a forma de investimento do Fundo Amazônia no país

A reunião ocorreu na última quarta-feira (9), no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília. Participaram do encontro o senador Márcio Bittar, o ministro Ricardo Salles, o embaixador da Alemanha Georg Witschel e o embaixador da Noruega Nils Martin Gunneng.

Na pauta, o Fundo Amazônia, que ganhou o noticiário dos últimos meses após um impasse entre o governo Bolsonaro e os dois países que financiam o fundo. De acordo com Bittar o imbróglio começou após uma ala do parlamento e o Governo Federal se posicionarem contra a forma que o Fundo Amazônia estava sendo gerido no país, que, segundo o senador, estava servindo apenas para financiar ONG’s que trabalham contra o interesse nacional.

Como exemplo, o senador citou que a Noruega liberou em 10 anos para o Fundo Amazônia a quantia de R$ 1,1 bilhão, mas em contrapartida, uma empresa norueguesa recebeu R$ 7,5 bilhões de isenções durante os governos do PT, deixando o Brasil na desvantagem. Ainda segundo o senador pelo Acre, a promessa de quando o Fundo foi criado era de investimentos na casa dos 100 bilhões de dólares, mas que até hoje foram investidos apenas R$ 1,5 bilhão de reais.

Para o senador, dessa forma o dinheiro não era bem vindo. “Toda ajuda é bem vinda, mas nenhum dinheiro pode entrar no Brasil sem que o país tenha controle. Quem tem que dizer o que é interesse nacional é o Brasil e as leis brasileiras”, disse.

O intuito agora é renegociar a forma de investimento do Fundo Amazônia. “Nós estamos conversando com esses países para chegar a um acordo dentro de uma nova linha do governo eleito. A alemanha já decidiu que fica no Fundo e a Noruega nós ainda estamos conversando, e ontem foi mais uma dessas conversas em direção a isso”, contou o senador.

O senador acredita que os países devem chegar a um acordo que preserve o Fundo, mas com mudanças.”Pedí pra que qualquer recurso gasto na Amazônia, por quem está preocupado em preservar o meio ambiente, tem que lembrar que pra isso precisa melhorar a qualidade de vida dos seres humanos que vivem na Amazônia. Ao longo dos últimos 30 anos a vida na Amazônia piorou, e já somos umas das regiões mais violentas do país. Então qualquer que seja o investimento tem que ser subordinado ao interesse e leis nacionais e tem que ter como objetivo final combater a miséria que tem na Amazônia”, concluiu.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste portal. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Comentários

comentários


Recomendado para você

Últimas Notícias