Rio Branco, Acre,


Diretório regional do PSL no Acre está preocupado com possível saída do presidencial

Bolsonaro estaria descontente com desvios éticos as sigla com recursos do fundo eleitoral na campanha passada

O diretório regional do PSL (Partido Social Liberal) no Acre está preocupado com a possibilidade de desfalque nas 54 cadeiras de deputados federais e seis senadores da República, além das principais estrelas da agremiação – o presidente Jair Bolsonaro e seus três filhos com mandatos – um senador, um deputado federal e um vereador pelo Rio de Janeiro, admitiu o dirigente local Pedro Valério. É que nos últimos dias, em Brasília, o assunto não tem sido outro: a possibilidade de saída da sigla da família Bolsonaro, incluindo o presidente da República.

A possibilidade da debandada foi admitida pela advogada do PSL e representante de Jair Bolsonaro desde a campanha de 2018, Karina Kufa, em entrevista ao site brasiliense “Metrópole”. Ela confirmou na tarde desta quarta-feira (9) que o presidente da República “cogita” sair do partido, mas afirmou que ainda não se sabe quando a decisão será anunciada, restando apenas a definição da estratégia a ser adotada. A informação foi dada logo após sair de uma reunião com Bolsonaro, no Palácio do Planalto, da qual participaram deputados do PSL que apoiam Bolsonaro.

Márcio Bittar/Foto: reprodução

A advogada disse que está ajudando o presidente a definir a estratégia a ser seguida. “Pode ser que sim, a gente vai ter que estudar estratégias, avaliar. A gente já tem algo planejado, mas, obviamente, a gente não pode apresentar a estratégia agora”, disse a advogada, em declarações reproduzidas pelo site de Brasília

Antes da confirmação de Kufa sobre o desejo do presidente, o presidente da sigla, Luciano Bivar (PE), afirmou que Bolsonaro já não tinha mais nenhuma relação com a legenda. “Quando ele diz a um estranho para esquecer o PSL, mostra que ele mesmo já esqueceu. Mostra que ele não tem mais nenhuma relação com o PSL”, disse ao site Metrópoles.

Na última terça-feira (8), Bolsonaro afirmou a um homem, que se identificou como pré-candidato pela legenda no Recife, para que ele esquecesse o partido. Em frente ao Alvorada, ele afirmou que Bivar “está queimado para caramba”. E acrescentou ao seu interlocutor:  “Esquece o PSL, tá ok? Esquece”.

Um dos motivos da possível saída do PSL seria a utilização ilegal de recursos públicos pela direção partidária durante a campanha eleitoral. O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga, que tem se reunido com Bolsonaro com frequência, indicou que o presidente está incomodado com a gestão do partido“Como ele tem a bandeira da nova política, da transparência com o dinheiro público, ele não está confortável no ambiente em que se encontra. Ele e vários parlamentares”, afirmou.

Gonzaga frisou que aconselhou Bolsonaro a seguir a “bandeira da ética” e se negou a comentar sobre as investigações do suposto esquema de uso de candidaturas laranjas do PSL para desviar recursos do fundo partidário. A apuração é feita pelo Ministério Público de Minas Gerais.

O ex-ministro afirmou ter certeza de que mais da metade dos deputados do PSL deve acompanhar Bolsonaro em caso de saída. “O grupo que está aqui está muito disposto a seguir o presidente e é um grupo bastante grande”, relatou.

O líder do PSL na Câmara dos Deputados, delegado Waldir (GO), confirmou que Bolsonaro continua no partido. Ele, contudo, não conversou com o presidente da República nem com o presidente da sigla, Luciano Bivar (PE) nesta quarta-feira.

“Não vai sair. É só acompanhar no TSE que ele não desfiliou”, afirmou. Segundo Waldir, o presidente só deu uma “canelada”, mas “já se manifestou dizendo que a declaração foi equivocada”. “Já está pacificada a situação”, completou.

O deputado federal afirmou que Bivar e quase todos os parlamentares do PSL ficaram “magoados” com a declaração de Bolsonaro. Mas disse que o mal-entendido “passa, assim como uma briga entre marido e mulher”.

O noticiário nacional sobre o assunto informa ainda que Bolsonaro iria para o Avante, um outro Partido, ou montaria um novo e que a nova sigla já começaria com pelo menos um senador e um deputado federal pelo Acre. O senador seria Marcio Bittar, eleito pelo MDB e, no entanto, vice-líder do governo de Bolsonaro no Senado. O deputado seria Alan Rick, do DEM. Pelo menos Márcio Bittar negou que vá sair do MDB ou acompanhar Bolsonaro, até porque acha que o presidente não deixa sua sigla. “Ele só tem a perder, se sair”, disse Márcio Bittar.

Pedro valério, presidente do PSL no Acre/Foto: reprodução

Pedro Valério, o dirigente regional, está na torcida para o presidente não cumpra as ameaças de deixar a sigla. “Ele tem 54 deputados federais e seis senadores fiéis no PSL e estamos com ele”, afirmou.

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