Rio Branco, Acre,


Joelma sobre má fase de Ximbinha: “É de dar dó. Mas fazer o quê?”

Joelma lembra que chegou a fazer 11 shows por semana, que virou "escrava do trabalho" e, quando enfrentou problemas de saúde

A vida nem sempre foi fácil para Joelma. Quando criança, viu o pai agredir a mãe. Depois, ele foi embora e, quando souberam de seu paradeiro, já tinha outra família. “Nós não mantivemos vínculo, mas há algum tempo decidi ligar para ele e pedir perdão. Eu sentia muita raiva, pois ele batia na minha mãe. Ele espancava ela. Na época, eu tinha 5 anos e não podia fazer nada”, lembra a cantora.

“O mal que você guarda dentro de você, o ódio, o rancor de não conseguir perdoar, isso tudo te impede de ser feliz. Eu não queria isso para mim. Mas não é facil”, diz ela, que encarou sete dias de jejum antes de conseguir de fato telefonar para o pai, que não via há mais de 30 anos.

“Ele chorou muito e disse que era ele que tinha que pedir perdão.” O mesmo princípio –de não guardar rancor em prol da felicidade– ela usou com Ximbinha, ex-marido e ex-parceiro de música, de quem se separou em um processo bastante conturbado. “Perdoei. Em três meses já estava livre, leve. Encontro mulheres que, em dez anos de vida, não conseguiram perdoar.”

A cantora Joelma - Divulgação
A cantora Joelma/Foto: Reprodução

Sobre a fase atual do ex, que tem conseguido pouca repercussão profissional, ela diz: “É de dar dó. Mas fazer o quê? A gente planta, a gente colhe. E eu não vou colher por ele. Deus é justo”. Joelma afirma que quer encontrar um novo companheiro, mas “que seja para a vida inteira”. “Vou me casar novamente e quero ter mais um filho. Por que não? Estou viva! Temos que ficar com o coração aberto. Quem tem Deus não tem trauma, e eu sou uma mulher de fé.”

A cantora se prepara para a gravação de seu DVD, em Goiânia, no dia 12 de novembro, que celebrará seus 25 anos de carreira. “Estou assistindo a tudo o que já fiz, é muito bom”, afirma ela, que dividirá o palco com Xand Avião, entre outros convidados.

Joelma lembra que chegou a fazer 11 shows por semana, que virou “escrava do trabalho” e, quando enfrentou problemas de saúde, decidiu mudar essa situação. “A gente trabalhava demais no começo, era absurdo. Hoje, trabalho com muita tranquilidade”, define ela, que gosta de ter tempo para a família e diz que faz questão de cozinhar para a filha.

Outra coisa de que ela faz questão, segundo conta, é manter uma relação estreita com os fãs. “Gosto estar com eles ao vivo, eu sou pegajosa. Sempre que posso, saio do show, distribuo 50 pulseiras e vou para o hotel recebê-los.

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