Rio Branco, Acre,


Jogadora é baleada no enterro do irmão, mas decide entrar em campo horas depois

Além de Rocio, familiares e amigos dela também foram atingidos pelos disparos durante a procissão fúnebre

A jogadora Rocio Correa , de 19 anos de idade, foi ferida por uma bala de borracha disparada pela polícia enquanto estava no enterro do irmão mais novo, na cidade de Tucumán, na Argentina.

Jogadora do San Lorenzo e da seleção argentina sub-20, a atleta vivia a dor pela perda do rapaz, que foi vítima de um acidente de trânsito, quando se viu em meio a uma ação policial dentro do cemitério.

Além de Rocio, familiares e amigos dela também foram atingidos pelos disparos durante a procissão fúnebre.

“Começamos a correr e os policiais nos seguiram e dispararam. Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas. Um dos meus tios foi baleado 25 vezes. Não tínhamos intenção de causar nada, só queríamos ir ao cemitério para deixar o meu irmão”, afirmou a jogadora à imprensa argentina.

Em uma foto publicada nas redes sociais, Rocio aparece com a marca da bala de borracha no lado direito da costela. Mas, apesar de tudo, ela reuniu forças e decidiu voltar a Buenos Aires para jogar contra Gimnasia horas depois – e o San Lorenzo venceu a partida por 4 a 0.

Seus companheiros reconheceram o esforço e deram seu apoio quando ele saiu do campo com uma bandeira que dizia “Força de Tucu”. A jovem recorreu às redes sociais para abordar os acontecimentos trágicos dos últimos dias.

Veja a tradução na íntegra:

“O que passou na quarta-feira foi um dos dias mais difíceis da minha vida, me avisaram que meu irmão tinha morrido. Eu não podia acreditar. Vou continuar fazendo o meu caminho e lutando pelos meus sonhos, agora ele vai me ajudar lá de cima. Durante o cortejo fúnebre que acontecia no cemitério, aconteceu o que se tornou público, onde eu e minha família terminamos feridos com balas de borracha;

Tomei a decisão de vir a jogar com o meu clube, o San Lorenzo de Almagro, em um dia histórico para todo o time, jogando nossa primeira partida no Estádio Pedro Bidegain como profissionais.

Foi um acúmulo de sentimentos encontrados, onde pude viver algo tão lindo no futebol e, ao mesmo tempo, a dor que eu levava e levo em minha alma por pela perda do meu irmão. Quero com estas palavras agradecer, primeiro, as minhas companheiras, a todas as pessoas que escreveram ou me chamou se preocupando como eu estava.

Também um agradecimento a todas as pessoas de San Lorenzo de ALmagro, que estão sempre ao meu lado e ainda mais nesses momentos difíceis que estou vivendo. E também agradecer a todos que tenho em volta de mim, meus amigos, minha família, meu grupo de trabalho que sempre me apoia e acompanha, a todos que se preocuparam comigo e porque estou no melhor caminho possível para superar a imensa dor que tenho

Agradecer a imprensa pelo tato em tratar a situação e pedir-lhes um pouco de espaço para curar e transitar com a dor que tenho. Seguirei fazendo o meu caminho e lutando pelos meus sonhos, agora com ele me ajudando lá de cima”.

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