Rio Branco, Acre,


Pela terceira vez, mototaxistas querem estender prazo para instalar mototaxímetro

Manifestantes reclamam do alto valor para instalar a ferramenta, mais de R$ 1.000,00

De mãos dadas, os mototaxistas se posicionaram na manhã desta quinta-feira (10) no cruzamento da Av. Ceará com a Av. Getúlio Vargas. Eles pedem que o prazo para instalação do mototaxímetro, que vence em outubro, seja estendido. O uso do aparelho é uma Lei Municipal e sua regulamentação ocorreu no dia 15 de dezembro de 2017, o prazo para instalação já foi estendido por duas vezes.

Por conta do protesto, policiais de trânsito estiveram no local para reorganizar o tráfego de veículos nas avenidas. De acordo com o presidente da Associação dos Mototaxistas de Rio Branco, Cleiudo Patrício da Silva, o protesto pede que além do prazo estendido, seja criado um aplicativo para a categoria, que segundo ele, já existe na maioria dos municípios do Estado.

O pedido para alteração do prazo é, de acordo com Cleiudo, por conta do alto valor para instalar a ferramenta, mais de R$ 1.000,00, o que segundo ele, inviabiliza a instalação por grande parte da categoria, sobretudo após a chegada de novos concorrentes como os motoristas de aplicativos. Ainda segundo o presidente, o produto não tem qualidade e a quebra é recorrente.

Protesto ocorreu na manhã desta quinta-feira (10) /Foto: ContilNet

Segundo a Lei, após o fim do prazo de adesão ao aparelho, só será possível renovar a permissão, o motorista que estiver usando o aparelho.

O presidente do Sindicato dos Mototaxistas (Sindmoto), Luiz Araújo, disse que de 638 permissionários na Capital, 481 já adquiriram o aparelho. Ele explica ainda que o uso do mototaxímetro é prevista desde 2001. “Desde a primeira lei do mototaxista, em 2001, o uso deste aparelho está previsto, de lá para cá outras leis vieram e sempre esteve incluso a previsão do uso. Agora foi regulamentado e isso vai beneficiar a população”, alegou.

O manifestante Jonas de Souza, de 40 anos, reivindica que no Acre apenas o Sindicato dos Taxistas vende o aparelho e estaria onerando o valor. “Nós não temos a opção de comprar em outro lugar, ligamos para a empresa e diz que não vende diretamente para o consumidor”, reclamou.

Jonas Oliveira é um dos manifestantes e reclama do uso do aparelho/Foto: ContilNet

Segundo Luiz Oliveira, o que acontece é que no país apenas uma empresa vende o mototaximetro e somente no atacado, diretamente para o representante nos estados. “O Sindicato dos Taxistas se credenciou junto ao Inmetro e se cadastrou como representante da marca no Acre, nosso sindicato não tem relação nenhuma com a venda”.

Luiz completa que a instalação do mototaxímetro vai beneficiar o usuário e exemplifica: “Na rua, se o cliente pega uma corrida de 2 km, o motorista cobra o valor cheio de R$10,00, se usar o mototaximetro, a corrida sairá por R$ 6,50. Não temos o que questionar, o sindicato defende sim a categoria, mas também o consumidor que não pode ser lesado. É lei? então tem que ser cumprida”, asseverou Araújo que garante que o Ministério Público e Prefeitura compreendem a importância do uso deste aparelho. “É a forma mais transparente de trabalharmos”.

 

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