Dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), do IBGE, divulgados na última quarta-feira (6) apontam para o aumento do número de pessoas vivendo em pobreza extrema no país. Os dados são de 2018 e indicam que, na época, 13,5 milhões de brasileiros, 6,5% da população, vivia com renda mensal inferior a R$ 145,00, cerca de U$S 1,9 por dia, critério adotado pelo Banco Mundial para identificar a condição de extrema pobreza.
Para se ter uma ideia, esse número corresponde a populações de países como Bolívia, Bélgica, Cuba, Grécia e Portugal. De acordo com o IBGE, a situação começou a se agravar em 2015, com o início da crise econômica e política e a redução do mercado de trabalho. Em 2014 o percentual da população em extrema pobreza era de 4,5%, que aumentou para 4,9% em 2015, 5,8% em 2016, 6,4% em 2017 e 6,5% em 2018.
Entre as regiões, a apresentou a maior quantidade de pessoas em situação de extrema pobreza foi o Nordeste (13,6%), seguido pelo Norte (11%). A região Sul foi a que apresentou menor percentual da população nessas condições em 2018, 2,1%.
Já entre os estados, o Maranhão (19,9%) foi o que apresentou maior percetual da população em extrema pobreza, seguido por Alagoas (17,2%) e pelo Acre (14,4%). Na região Norte o Acre é o estado com o maior número percentual da população vivendo com rendimento per capita abaixo dos R$ 145,00 mensais.
Já com relação ao número de pessoas que vivem com U$S 3,2 por dia, enquanto o percentual do país é de 12,4%, o Acre tem 23,9% da população vivendo com essa quantia. E enquanto o país tem 25,3% da população vivendo com U$S 5,5 por dia, no Acre esse número é de 41,4%. A linha de pobreza adotada pelo Banco Mundial considera como pobres rendimentos inferiores a U$S 5,5 por dia.

