“Uma alegria indescritível, que não cabe no peito”, é assim que o engenheiro boliviano Júlio César Villa Lobos, 39 anos, está se sentindo ao saber, neste domingo, que o comandante em chefe das Forças Armadas Boliviana, Williams Kalimanas, pediu a renúncia do presidente Evo Morales, e que prontamente Evo atendeu seu pedido e de milhares de bolivianos que protestam em quase todas as cidades da Bolívia há mais de vinte dias.
Júlio, que vive há exatamente 11 anos e dois meses em asilo político no município de Brasileia, distante a cerca de 230 quilômetros da capital acreana, falou na tarde deste domingo com o ContilNet sobre uma possível fuga de Morales para a Argentina ou para o México. Ele disse que com a renúncia de Evo Morales espera que a Bolívia possa viver dias melhores, com democracia e liberdade.
“Essa renúncia do ex-presidente Evo Morales é uma conquista que não tem tamanho. Lutamos por uma democracia. As palavras do presidente Juan Guaidó, da Venezuela, são muito certas. Ele falava que “a mídia dizia que isso era apenas um ventinho, e provamos que isso é uma tempestade democrática”. Esperamos que daqui pra frente tenhamos dias melhores, uma Bolívia com democracia, com liberdade. É o mesmo que desejamos para todos os países, como a Venezuela, que sofre com uma ditadura disfarçada de democracia. Viva a democracia! Viva a liberdade”, disse emocionado o engenheiro, que é um dos militantes políticos mais ativos da fronteira Brasil/Bolívia.

