Uma reportagem da Folha de São Paulo mostrou uma prática proibida desde 2004 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Natural de Cruzeiro do Sul (AC), o rezador José Abid de Almeida Neto, o Ysmiruá, foi até Santa Catarina para promover a cura por meio do kambô, toxina extraída de uma perereca amazônica que tem efeitos alucinógenos.
“Durou pouco tempo: no sábado (9), o Ibama e a a Polícia Militar apreenderam a substância, assim como artefatos feitos com partes de animais silvestres. Ysmiruá, como prefere ser chamado, é um dos vários acreanos que percorrem o Brasil e o mundo aplicando a chamada ‘vacina de sapo’ por meio de perfurações na pele”, diz um trecho da reportagem.
“São várias pessoas. Eu tenho um conhecido que aplica na Tailândia. Ele pega os palitos [com veneno], põe no bolso e leva”, afirma o biólogo Moisés Barbosa de Souza, professor titular da Universidade Federal do Acre (AC).
O Brasil já teve ao menos um caso de morte registrado.
