Novo comandante da PM, Ulysses não quer pensar em eleições este ano

Em entrevista exclusiva ao ContilNet, o coronel mais antigo da Polícia Militar do Acre e agora comandante geral do grupo no estado – por decisão de Gladson Cameli – Ulysses Araújo falou sobre os desafios, expectativas para a nova gestão e sua carreira política, agora colocada em “segundo plano”, como disse.

“O meu objetivo à frente do Comando da Polícia Militar é ajudar a fazer segurança pública com compromisso, seriedade e vontade. Temos lutas e desafios externos e internos pela frente, mas vamos para cima e bater pesado no crime organizado, para trazer sensação de paz à população. Não é um ano para se falar em política, mas em segurança”, explicou.

Ulysses Araújo foi empossado como comandante da Polícia Militar do Acre na última quinta/Foto: Secom

O coronel foi empossado nesta quinta-feira (14), quando substituiu o colega de patente, Douglas Thomaz, cuja exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).

Quando questionado sobre como surgiu o convite para ascender ao cargo, Ulysses pontuou que estava concluindo um trabalho exitoso na Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e já estava sendo convidado pelo governador Gladson, o vice-governador Major Rocha e o secretário Paulo Cézar para participar da equipe.

“Depois de alguns convites, eu aceitei, pois temos um perfil em comum no quesito gestão. Eu sinto que há um trabalho complexo, mas cheio de boa vontade, por parte da equipe, a ser realizado na Segurança Pública. Queremos investir nos nossos policiais, trazendo melhorias salariais, motivação, bons equipamentos de trabalho e, sobretudo, garantir paz aos acreanos”, explicou.

Ulysses já foi sub comandante da Polícia Militar do Acre.

Carreira política, possível disputa à Prefeitura e relação com o PSL

Durante a entrevista, o militar preferiu não falar sobre suas considerações anteriores a respeito de uma possível disputa pela prefeitura de Rio Branco, nas próximas eleições, mas garantiu que os demais integrantes do Partido Social Liberal (PSL), sua sigla partidária e do presidente Jair Bolsonaro, receberam a notícia da nomeação de uma forma muito “tranquila”, “pois sabem do compromisso que tem”.

Cotado como candidato em 2020, coronel Ulysses prefere não falar sobre seu futuro na política/Foto: Secom

“Eu não quero falar sobre política neste ano. 2019 é para falar sobre Segurança Pública, organização, combate ao crime, fortalecimento das fronteiras, valorização dos nossos profissionais. Isso de interesse político, discutimos depois. O partido sabe do meu compromisso com a Segurança e reagiu natural e tranquilamente a isso”, pontuou.

Em setembro deste ano, o PSL anunciou que a candidatura do coronel à Prefeitura estava mantida. Ao final, Ulysses não descartou a possibilidade de concorrer, mas declarou: “O meu sonho principal é ajudar a instalar a paz e o melhor para a população. No momento, esse é o meu compromisso. Agradeço a Deus pela oportunidade e oro para que ele seja o nosso guia, pois se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela [fazendo referência ao livro de Salmos na Bíblia Sagrada]”.

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