Paulo Wadt, ex-secretário de Agricultura, diz que não sabe ‘porque caiu’

Secretário Paulo Wadt

“Não sei se cai ainda”, disse o secretário de Estado de Produção e Agronegócio, Paulo Wadt, ao participar, na sexta-feira (8), de uma palestra do senador Márcio Bittar na sede da Fieac (Federação das Indústrias do Acre) cuja agenda deve ter sido a última na condição de membro do atual governo. O secretário já foi comunicado – pelo menos via imprensa -, pelo governador Gladson Cameli, de que na próxima semana deve ser exonerado do cargo e substituído pelo médico veterinário Edivam Maciel de Azevedo, que só não assumiu ainda porque está em viagem de trabalho à Europa. Ele tem chegada prevista ao Brasil neste final de semana.

Aparentemente tranquilo diante da notícia de sua exoneração, Wadt afirmou que não sabe os motivos de sua saída do governo e que, no seu entendimento, a exoneração não tinha razão de ser porque ele sempre trabalhou sob o compromisso do governador Gladson Cameli de desenvolver o Estado a partir do agronegócio. “Sempre trabalhei no sentido de destravar o Acre para o agronegócio a partir de mudanças no seu arcabouço jurídico”, disse o ex-quase-secretário.

Sua demissão, se ocorrer -, de acordo com o secretário, deverá ser creditada às pessoas que não toleram o agronegócio como saída econômica e de desenvolvimento e que são defensoras da economia rural na base do que ele chamou de “política antiga”. “Essa política é nociva ao interesse do agronegócio porque defende o extrativismo, uma economia que não gera renda. Um exemplo disso é o seguinte: você investe R$ 1 mil no agronegócio e a mesma quantia em outra atividade rural. O resultado é que, em outra atividade, esses R$ 1 mil não rende armazenamento, não gera transporte, enfim, não gera renda. Esta é a diferença”, disse Wadt.

Técnico da Embrapa em Porto Velho, o secretário disse que, se confirmada sua exoneração, ele volta às atividades em Rondônia. “Não há motivo para esquentar cabeça”, acrescentou.

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