A décima edição do Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira vai homenagear o multipremiado cineasta boliviano Jorge Sanjínes, que tem mais de 50 anos de carreira. Mas afinal, quem é Sanjínes?
Nascido na capital da Bolívia, La Paz, em 1936, o diretor Jorge Sanjinés foi o primeiro cineasta do país a incorporar as línguas Quéchua e Aymara nos filmes bolivianos. O cineasta é também professor e escritor, sendo autor do livro Teoria e Prática de um Cinema Junto ao Povo. Ao longo da carreira desenvolveu uma estética cinematográfica voltada para um imaginário contra-hegemônico, junto às comunidades indígenas.
O diretor já foi premiado nos Festivais de Berlim, Veneza e Locarno, e dirigiu mais de uma dezena de longas-metragens. Sanjinés foi ainda diretor do Instituto de Cinematografia da Bolívia e um dos fundadores do movimento Nuevo Cine Latinoamericano.

Jorge Sanjinés durante as gravações de A Nação Clandestina/ Foto: Arquivo
O mais recente longa filmado por Sanjínes é “Juana Azurduy, guerrilheira da pátria” que estreou em 2016, no Festival de Berlim e foi premiado como melhor filme no 2º Festival Internacional de Cinema de Guayaquil, no Equador.
No Pachamama, serão exibidos cinco filmes do diretor: Ukamau (1966) ,Yawar Mallku (1969), El coraje del Pueblo (1971), El enemigo principal (1974) e La Nación Clandestina (1989). O primeiro a ser exibido será Ukamau, já no domingo (17) às 15h, no Cine Teatro Recreio. Para acessar a programação completa do festival, basta acessar o link http://cinemadefronteira.com.br/programacao/.
