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1 dezembro 2021 7:36 pm

Completando 40 anos de carreira, Sérgio Souto quer comemorar com grande show

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Última atualização em 16/12/2019 19:07

Com 39 anos de carreira, o senamadureirensse Sérgio Souto pode ser considerado um dos mais bem sucedidos músicos que o estado já produziu. Suas composições já foram gravadas por cantores da envergadura de Nelson Gonçalves, Fagner, Jorge Vercilo, Jessé e Elba Ramalho, e até trilha musical de novela, como a canção “Minha Aldeia”, que fez parte de “Sinhá Moça”, novela da Rede Globo exibida em 1986. Prestes a completar 40 anos de estrada, ele promete comemorar em grande estilo. “Comecei profissionalmente em 1980, quando gravei meu primeiro disco, ano que vem completo 40 anos e queremos fazer uma grande festa, popular, com a participação de artistas de todo o Acre. Eu tive a felicidade de escolher a música como meio de vida. Eu sou ideológico com a música, faço pra me agradar, nunca faço pensando em fazer sucesso comercial, faço pra ficar na história. “Falsa Alegria” por exemplo é uma música que tem 41 anos e está aí como se fosse novinha, com o povo curtindo”.

Sérgio Souto integra o seleto grupo dos grandes nomes da música brasileira/Foto: Arquivo do artista

E essa história de sucesso e de amor com a música começou nos anos 70, quando já morava no Rio de Janeiro com a família, quando ele teve seu primeiro contato com instrumentos musicais e começou a compor. Já no fim da década, em 1979, foi o ano da grande guinada na carreira. “Foi quando participei de dois grandes festivais, a ‘Rodada Brahma de Música Popular Brasileira’, no Rio de Janeiro, e o ‘Festival da Rede Tupi’, em São Paulo, onde participaram grandes nomes da música nacional, como Fagner, Caetano Veloso, Alceu Valença e Osvaldo Montenegro. E eu estava lá no meio dessas feras, e inclusive a minha música, o fado “Navegante” foi muito bem elogiado durante o festival e foi gravado posteriormente pelo cantor Jessé”, disse.

Daí pra frente, Souto começou a integrar o seleto grupo dos grandes nomes da música brasileira, tendo se apresentado nos principais festivais e nos mais importantes palcos do país. Além dos festivais que participou em 79, soma ainda apresentações no “Festival dos Festivais”, da Rede Globo, no “Festival Rímula de Música”, do SBT, no “O Som das Águas”, da Rede Manchete, entre outros. “Eu já cantei em todos os grandes palcos do país, o Teatro Castro Alves, na Bahia, o Teatro Carlos Gomes, no Espírito Santo, o Teatro Amazonas, em Manaus, o Dragão do Mar, em Fortaleza, o Teatro da Paz, em Belém, o Clube do Choro em Brasília, fiz também uma turnê no Rio Grande do Sul começando no interior e terminando na Capital e é tudo muito marcante. É muito gratificante, as pessoas pagarem pra te ouvir, é grandioso”.

Sérgio Souto quer comemorar 40 anos de carreira com grande show/Foto: Reprodução

Tendo atingido o sucesso e a maturidade artística fora do Acre, ele afirma que é difícil viver de música no estado e dá uma dica. “É complicado. Tem gente fica dando murro em ponta de faca, o mais viável é sair daqui pra fazer uma carreira fora e depois volta pra fazer shows, pra ensinar, mostrar o que aprendeu, ajudando a profissionalizar os daqui”. Apesar do cenário difícil do ponto de vista econômico para a música, ele elogia os artistas locais. “O Acre é um celeiro de grandes artistas, eu tiro o chapéu pra um monte de gente que está aí fazendo um trabalho bonito. O cenário do samba por exemplo já tomou conta da cidade. Só falta pra essa turma botar o pé na estrada, esses jovens poderiam estar no Rio ou São Paulo tentando uma carreira, pra levar o nome do Acre pra fora. Porque aqui no estado é difícil, o poder público teria que desenvolver uma política cultural muito forte, pra que eles conseguissem se mostrar e viver de arte”.

E para mudar esse panorama, ele faz um pedido aos governantes. “Gostaria de fazer um apelo para que os governos olhassem mais para os seus artistas, porque são eles quem dão a cara pro estado. Eles quem fazem a história e que levam o nome do estado pra fora. Bahia fez isso, Ceará, Rio Grande do Sul, e deu certo. Brasília faz isso até hoje, que é um celeiro incrível de música, com escolas de música que formam músicos excelentes e que o mundo todo aplaude”, finaliza.

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