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Amigos, políticos e familiares se despedem de Luiz Pereira durante velório na Aleac

Por TIÃO MAIA, PARA O CONTILNET

“Eu estou com Luiz Pereira/eu estou com Luiz Pereira…”. O refrão do “jingle” da campanha eleitoral de 1985, quando o então deputado estadual Luiz Pereira de Lima disputou a eleição para a Capital, foi lembrado, na manhã desta segunda-feira (17), durante seu velório, na Assembleia Legislativa por políticos, jornalistas e por todos que viveram aquele período em que as disputas políticas eram um tanto diferente da brutalidade dos dias atuais. Pereira faleceu nesta madrugada, no Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, após ser vencido por um câncer de pâncreas contra o qual lutava fazia dez anos.

Muitos políticos se despediram do ilustre Luiz Pereira/Foto: ContilNet

Pereira disputou a eleição de 1985 contra a hegemonia do MDB, cujo governador do Estado, Nabor Júnior, jogou todo o peso político de seu governo e do partido então no poder para eleger seu velho compadre Adalberto Aragão, ex-vereador e então deputado estadual de origem cearense e que fez carreira política no Acre até os anos 90, quando se retirou para a vida privada. Ele morreu em 2007, num acidente de trânsito na BR-364.

Naquela disputa, Pereira perdeu a eleição – ficou em segundo lugar, com uma diferença de votos mínima, mas ganhou um lugar na história política do Acre como a campanha eleitoral mais organizada e mais animada de que se tem notícia no Estado. A começar por aquele “jingle”, que era cantado em diversos lugares independente da campanha, principalmente pelas crianças. Se fosse aos tempos atuais, de internete e outras parafernálias tecnológicas, era possível dizer que o “jingle” viralizou.

Esposa de Luiz Pereira/Foto: ContilNet

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Durante seu velório, as lembranças dos amigos e familiares não se restringiam apenas às disputas eleitorais ou à política da qual Pereira foi um dos quadros mais qualificados e um dedicado militante – além de deputado estadual, ele foi prefeito de Plácido de Castro em dois mandatos. Na época em que não havia o instituto da reeleição, ele cumpriu um mandato de 1993 a 1997, saiu após eleger seu sucessor, Antônio Ribeiro, e em 2000 voltou eleito para cumprir mandato até 2004 – um feito político de poucos na história do Acre.

“O Luiz foi um querido amigo e hoje somos surpreendidos com a sua passagem”, disse o empresário Narciso Mendes de Assis, ex-deputado federal e que exerceu mandato de deputado estadual no mesmo período de Pereira, de 1982 a 1986. “Ao lado dele, participamos de muitos embates políticos, não somente no município de Plácido de Castro, como também, teve participação atuante e de muita importância, tanto na oposição quanto na situação a nível estadual. Que a família receba nossas condolências e o conforto necessário, nesse momento de tristeza que a família está atravessando pela ausência desse grande chefe de família, esposo, pai, amigo e companheiro de muitos”, disse o ex-deputado, cuja esposa, Célia Mendes, também ex-deputada federal, também lamentou a morte do amigo e ex-correligionário.

Do Rio de Janeiro, onde passa férias anuais, o empresário George Teixeira Pinheiro, da Rede de Hotéis Pinheiros e presidente da Confederação das Associações Comerciais e empresariais do Brasil, também lamentou a morte do amigo de muitos anos. “Era um político sensato, um homem cordial e que certamente fará muita falta aos amigos, familiares e à boa política”, disse o empresário.

O publicitário Edenilson Moraes, que trabalhou para o político, disse que estava se preparando para visitar Luiz Pereira na tarde desta segunda-feira, no Hospital. “Isso mostra que não sabemos mesmo nada sobre o amanhã”, disse o publicitário, citando a Bíblia, em Tiago 4:14 – “Somos como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa”, escreveu.

O jornalista Raimundo Fernandes, diretor da Rádio Difusora Acreana, que também conhecia Luiz Pereira bem de perto, disse que o falecido político era um grande homem que fez coisas boas por onde passou. “Seu sorriso contagiava e os seus conselhos eram sábios. Na política pela sua inteligência e como fazia os devidos comentários ou análises ficou conhecido como o filósofo do Abunã”, acrescentou.

Carlos Cardoso, mais conhecido como “Tota”, de 54 anos, acompanhava a trajetória política de Luiz Pereira desde seu princípio. Foi oficieboy de Luiz Perira quando ele foi dpeutado estadual e depois seu secretário quando ele era prefeito de Plácido de Castro. “Para mim, sempre foi um líder, um exemplo a ser seguido”, disse.

Do de castro. “Pata Pereira era um homem de coração generoso, “um pai de família exemplar e um amigo verdadeiro”. Segundo ela, foi um dos políticos que se importava com o seu povo e que movia céus e terra para fazer sempre o melhor pelos mais necessitados. “Gente como o Luís Pereira deveria ficar aqui na terra para sempre, para dar exemplo a todos nós”, disse.

O ex-prefeito e ex-deputado será sepultado na tarde de hoje, no Cemitério Morada da Paz, em Rio Branco. Mesmo quando baixar à terra fria, vai permanecer na memória de muita gente. Um exemplo disso pode ser tirado do grande número de pessoas posando para fotografias ao lado da foto do falecido, durante seu velório.

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