Roberto Campos, grande economista e político brasileiro, declarou, em março de 1995, que “o chamado neoliberalismo econômico do Brasil é um ente de ficção só existente na cabeça de acadêmicos marxistas, demagogos políticos ou jornalistas desinformados. Masturbam-se com o perigo do inexistente…”. Passados quase 25 anos, prevalece, no Brasil, principalmente entre uma certa elite intelectual influente, obtusa mentalidade anticapitalista e adoradora do Estado paquidérmico.
Os agentes das ideologias de tons vermelhos sobrevivem da fantasia de que o Estado é o único capaz de retirar populações da pobreza e diminuir desigualdades sociais. Ora, ledo engano, o que salva as pessoas da pobreza é o crescimento econômico e a liberdade das iniciativas privadas. Eles (os vermelhos de qualquer tom) tiveram a chance de governar e fracassaram miseravelmente. Deixaram a nação desindustrializada, com alta inflação, juros estratosféricos, dívidas, desemprego avassalador, educação precária e déficit fiscal pela gastança sem fim. Saquearam as gigantes estatais. Provaram mais uma vez que falta espírito capitalista robusto para erguer o Brasil à condição de potência efetiva.
O resultado da farra estatal nos legou uma profunda ressaca. Agora, é um momento único de recolocar o país nos trilhos: e já iniciamos a reconstrução nacional com a modernização das leis trabalhistas, com a PEC do teto de gastos e a reforma da previdência. Outras ações estão na fila e as mais importantes são a reforma do pacto federativo, a reforma tributária e a administrativa. Necessitamos avançar na privatização de tudo que não é tarefa do Estado, além da manutenção dos fundamentos econômicos.
Acrescentamos que é necessário desenvolver o território e flexibilizar as draconianas leis ambientais que são entraves ao desenvolvimento capitalista do Brasil e, em particular, da Amazônia. Não podemos cair nas chantagens sorrateiras dos chamados ecologistas. Não há dúvidas que são anticapitalistas travestidos de cores verdes. Não há exemplo de acúmulo de riquezas sem tocar no meio ambiente, sem transformar recursos em dinheiro, empregos e bem-estar. É inaceitável ver milhões de pessoas viverem sem esgotamento sanitário e água potável, sem acesso à saúde decente, em meio à ignorância e dependentes de esmolas estatais em um dos territórios mais ricos em recursos naturais do planeta.
A liberdade de produzir, trabalhar e sonhar com melhores condições não pode ser aviltada por fantasias ecológicas com verniz pseudo científico. Não podemos cair em mitos verdes divulgados para esconder interesses comerciais de outras Nações. Não podemos ser vassalos condenados à pobreza. Há pelo menos quatro décadas falam em “economia verde”, pagamentos pela preservação, desenvolvimento sustentável e outras ideias que jamais foram concretizadas.
O que realmente necessitamos para os estados amazônicos e para o país é de capitalismo, produção, respeito à propriedade privada, exploração mineral, do gás e do petróleo, indústria madeireira, agronegócio, indústria de cosméticos e de fármacos, infraestrutura logística, preparação do capital humano e muita liberdade e concorrência empresarial.
A luta é contra a mentalidade anticapitalista, seja ela vermelha ou verde.
