Ícone do site ContilNet Notícias

Desbarrancamento em cemitério de CZS deixa ossos humanos expostos

Por TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Localizado no centro de Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade o Acre, a 630 quilômetros da Capital, o “Cemitério São João Batista”, o maior do Vale do Juruá e que tem pelo menos 100 anos de existência, causou, na tarde desta segunda-feira (11), um espetáculo de horror: a exposição, fora das sepulturas, de ossadas humanas, inclusive de crânios.

O alerta foi feito por moradores das imediações do Cemitério à reportagem do ContilNet e a ocorrência foi confIrmada pelo porta-voz da Prefeitura, jornalista Paulo Sá. Ele disse que o problema foi causado pelas fortes chuvas sobre a cidade na tarde desta segunda-feira, o que causou o desbarrancamento de parte do Cemitério, que fica localizado sobre um morro, praticamente na entrada da cidade, e com isso algumas ossadas ficaram em exposição. O porta-voz minimizou denúncias de moradores de que ossadas humanas vêm sendo retiradas do local para a prática de magia negra. “Não estamos sabendo disso”, afirmou.

De acordo com Paulo Sá, assim que foi informado da ocorrência o prefeito do município, Ilderlei Cordeiro (PP), cobrou providências de seu secretário de obras, Joel Cordeiro, que esteve no local e constatou o problema.

Cruzeiro do Sul dispõe de um cemitério relativamente novo e melhor localizado, construído ainda na administração do prefeito Aluísio Bezerra, no final dos anos 90, em local plano e num ramal fora do perímetro urbano da cidade. Ali estão sepultados ao restos mortais de pessoas ilustres da cidade, como o ex-governador Orleir Cameli e o deputado federal Ildelfonço Cordeiro, uma das vítimas do acidente aéreo com o avião da Rico em agosto de 2002.

A ideia dos administradores municipais, com a construção do cemitério novo, era praticamente interditar o “São João Batista”, construído no mesmo período de fundação de Cruzeiro do Sul, há mais de cem anos. Ali estão sepultados os fundadores da cidade e seus remanescentes mais ilustres. “O problema é que muitas famílias querem enterrar seus entes queridos próximos um do outro e o antigo cemitério ainda é muito utilizado por acusa disso”, afirmou Paulo Sá.

Sair da versão mobile