O Acre acaba de ganhar um novo aliado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Trata-se do ex-deputado federal Rogério Simonetti Marinho, economista e político brasileiro filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que esteve na Câmara dos Deputados até janeiro de 2019 como parlamentar pelo Rio Grande do Norte, o novo ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro na tarde desta quinta-feira (06).
O anúncio da substituição de Rogério Marinho a Gustavo Canuto, o ex-ministro que vai assumir a Dataprev (empresa estatal de processamento de dados), foi feito em Rio Branco (AC), pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC), amigo pessoal do ex-parlamentar e agora ministro. “Fomos deputados federais juntos e temos uma longa relação de amizade. No meu último mandato de deputado federal, ele inclusive me ajudou a conseguir uma patrulha mecanizada para o município de Senador Guiomard e tenho certeza de que agora, no MDR, vai continuar nos ajudando”, afirmou o senador
O MDR é o órgão responsável pela liberação dos R$ 5,5 milhões a serem investidos nos próximos dias pelo Governo do Acre para iniciar os estudos sobre os fenômenos das secas e enchentes do rio Acre, o que é classificado pelo senador Márcio Bittar como uma das maiores tragédias ambientais da Amazônia e um dos eixos de seu mandato. Os recursos foram obtidos por Márcio Bittar em R$ 2018, antes mesmo de tomar posse no mandato de senador, com o apoio da bancada do MDB, e devem ser liberados em breve. “Se a relação com o ministro Canuto, que era boa, com o ministro Marinho vai ser ainda melhor”, disse Bittar.
De acordo com o senador, o ministro deve vir o Acre em breve, provavelmente na liberação dos recurso. A ideia de Márcio Bitttar é fazer com que, com ajuda de engenheiros e de empresas qualificadas e com experiência neste tipo de atividade, o rio Acre, de Assis Brasil a Porto Acre, pare de causar danos às populações ribeirinhas. “No inverno, temos alagações; no verão, as ameaças de secas, com o rio quase apartando. Queremos por um fim nisso”, disse o senador.
Para acabar com o problema, segundo projetos encomendados por Márcio Bittar junto ao Sindicato dos Engenheiro do Acre (Setenge), presidido pelo engenheiro Sebastião Fonseca, o curso do rio Acre deve sofrer alterações. A ideia é a criação de lagoas que possam reter as enchentes tanto no rio Xapuri, na cidade do mesmo nome, como no Riozinho do Rola, em Rio Branco, que são responsáveis, sozinhos, por mais de 40% das enchentes do rio Acre. A partir das lagoas que vão receber essas águas, no período de estiagem, quando o rio ameaça secar e apartar em alguns pontos, a água seria liberada de tal forma que o fenômeno deixe de existir. “É claro que se trata de um projeto caro. Algo em torno de mais de R$ 400 milhões aplicados num período de dez anos. Por isso, precisamos de aliados para executarmos isso”, afirmou o senador. “Não tenho dúvidas de eu o ministro Marinho vai nos ajudar m relação a isso”, disse o senador.
Outra ajuda, segundo Márcio Bittar, deve vir do senador Eduardo Braga (MDB-AM), a quem o senador acreano ajudou a conseguir algo em torno de R$ 2 bilhões para serem aplicados em recursos hídricos na Amazônia. “Já falei com o Eduardo Braga que um pouco desses recursos teriam que vir para o Acre”, afirmou.

