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Denúncia: Motoristas burlam quarentena e levam estrangeiros para a fronteira do AC

Por ALEXANDRE LIMA, DO ALTO ACRE

As cidades de Brasileia, Epitaciolândia e Assis Brasil principalmente, vem sendo o alvo de estrangeiros que estão tentando passar para o lado peruano, mas estão encontrando barreiras pelas autoridades daquele país. Mesmo assim, muitos estão tentando retornar para sua terra natal, ou outros países.

Recentemente, foi noticiado a chegada de vários ônibus fretados com cidadãos peruanos que perderam seus empregos para o vírus em vários estados do Brasil. O governo do Acre deixou cruzar o estado até a pequena cidade de Assis Brasil, distante 330km da capital.

Como resultado, dezenas de pessoas, incluindo idosos e crianças ficaram por dias no meio da ponte que o Brasil ao Peru, sem poder passar devido o rigoroso protocolo do país vizinho. Ao deixar passar, foi constatado que pouco mais de 10 pessoas estavam infectadas pelo covid-19.

Para piorar, o município de Assis Brasil está tendo que arcar com uma despesa de ao menos 900 refeições para imigrantes que estão alojados em duas escolas, entre haitianos, senegaleses, paquistaneses e outras etnias.

Em contato com o prefeito Antonio Barbosa Souza, o ‘Zum’, disse que a situação está ficando perigosa com o aumento de infectados e a primeira morte causada pelo coronavirus. O gestor está em contato com a Casa Civil na Capital para pedir apoio na questão da segurança.

“Estou em contato com o governo para que possamos tomar uma atitude mais drástica, que seria bloquear a BR 317 na chegada do município. Os imigrantes estão chegando a todo momento e não temos condições de continuar desse jeito”, disse o gestor.

Tanto em Assis Brasil, quanto em Brasiléia e Epitaciolândia, imigrantes estão chegando em carros fretados, principalmente a noite, quando não encontram dificuldades de fiscalização por parte das polícias.

Segundo o prefeito de Assis Brasil, caso não tenha apoio das autoridades competentes, poderá radicalizar fechando a BR 317 por conta própria, como medida para contar a entrada de imigrantes e evitar o aumento de contaminados e proliferação do vírus pela cidade.

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