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Sesacre diz que local onde corpos são colocados na UPA seguem recomendações da Vigilância Sanitária

Por LEANDRO CHAVES, DO CONTILNET

Uma imagem publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (20) vem chocado os acreanos. Trata-se de dois corpos de vítimas do coronavírus em um galpão aberto. A imagem foi flagrada por um parente de um dos falecidos, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito, em Rio Branco.

Nas fotos, é possível perceber que os cadáveres ensacados estão próximos a um lugar que supostamente seria para acondicionar lixo hospitalar da unidade de saúde, que é referência para testagem e tratamento de pacientes com covid-19.

Corpos estavam expostos ao sol / Foto: Cedida

“Foi desumana a forma como eles trataram o corpo do meu avô”, disse a neta da vítima. A mulher disse que sequer teve a oportunidade de questionar o procedimento porque não encontrou ninguém na área para atendê-la.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) se pronunciou sobre o caso por meio de notas e disse que ” o local usado para colocar os corpos, antes que estes sejam recolhidos pelas funerárias, está localizado ao lado de um depósito já desativado e desinfetado que servia para os resíduos sólidos hospitalares comuns”.

Segundo explica a gerente da unidade, Dora Vitorino, o espaço foi preparado exclusivamente para colocar as vítimas da infecção, antes de seu traslado até o cemitério, e que o ambiente está adequado ao que exige os padrões da Vigilância Sanitária, arejado, com portão corrediço e cortina de tecido TNT preta ao longo da estrutura.

Quanto à grade que estava aberta, ela explica que isso ocorreu porque os próprios familiares abriram para ter acesso ao local, cujo procedimento é permitido para que a família vele a vítima por até uma hora, antes de ser ser levada para sepultamento.

Galpão aberto fica ao lado do lixo hospitalar da UPA / Foto: Cedida

“Quanto ao acondicionamento dos corpos, eles seguem ao padrão do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, que é o de embalar em grandes sacos apropriados para pessoas que faleceram por doenças infectocontagiosas”, finaliza a nota.

O coronavírus já fez 76 vítimas fatais no Estado e infectou, oficialmente, quase 3 mil pessoas em pouco mais de dois meses de pandemia.

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