Rio Branco, Acre,


Edir Macedo, após aclamação e recorde, é alvo de acusações e templos do bispo são tomados

Grupo de bispos e pastores se rebelaram e assumiram o controle de templos da Igreja Universal, de Edir Macedo

Edir Macedo é uma das maiores lideranças religiosas do mundo, através da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem mais de 10 mil templos espalhados em mais de 100 países, e ganha destaque especialmente na África.

Angola é um dos principais centros da igreja no continente, reunindo mais de 500 mil fiéis. Para se ter uma ideia da influência que Edir Macedo e a Universal tinham no país, dois dos três filmes de maior bilheteria da história de Angola tem relação com o bispo: Os Dez Mandamentos (2016) e Nada a Perder (2018) — esse último, retratando a história de Edir Macedo.

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Ultimamente, no entanto, a situação mudou completamente, e o bispo, juntamente com a Universal, parece vir perdendo prestígio no país africano, ao ponto de ocorrer uma espécie de rebeldia de bispos e pastores locais.

Acontece que, segundo a BBC, um grupo de lideranças religiosas de Angola ataca a gestão da igreja no Brasil e assumiu o controle de 42% dos templos localizados no país. O bispo Valente Bezerra Luiz se tornou o novo comandante da igreja no local, que mudou o nome para Universal do Reino de Deus de Angola.
Igreja Universal tem nova polêmica.

Igreja Universal tem nova polêmica. (Foto: Divulgação)
Igreja Universal tem nova polêmica. (Foto: Divulgação)

ATAQUES
Em nota, o grupo rebelado, que iniciou esse movimento em novembro do ano passado, faz diversos ataques e acusações à gestão da Igreja de Edir Macedo. Segundo eles, ex-membros da Universal teriam usado a violência, agredindo pastores, suas esposas e funcionários, de forma “xenófoba”.

Expatriação ilícita de capital, abuso de autoridade, intromissão na vida conjugal de pastores e evasão de divisas são outras acusações feitas contra a Universal.

No Brasil, a igreja se defende, afirmando que os invasores estão espalhando “mentiras absurdas”, contando que não há discriminação, uma vez que a maioria dos pastores locais seriam do próprio país, e dos 512, apenas 69 são brasileiros.

“O que se espera é que as autoridades restabeleçam, com urgência, a ordem legal e possam assegurar que a Universal continue salvando vidas e prestando ajuda humanitária em Angola, como faz há 28 anos”, finaliza a igreja.

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