Rio Branco, Acre,


Guedes: Auxílio será prorrogado por decreto, com cobertura por 3 meses

Na comissão mista do Congresso que acompanha ações de combate à pandemia, ministro reafirmou que anúncio será feito por Bolsonaro ainda hoje

Diante de pedidos para prorrogação de benefícios sociais na comissão mista do Congresso que acompanha as ações do governo de combate à pandemia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou nesta terça-feira que o Auxílio Emergencial será prorrogado e o anúncio será feito logo mais pelo presidente Jair Bolsonaro.

A prorrogação vai prever “três meses de cobertura, com dois pagamentos em um mês”, informou o ministro. A medida será feita por decreto, informou.

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A lei, explicou Guedes, determina dois pagamentos mensais de R$ 600,00. No entanto, o governo preferia pagar menos, por mais tempo.

A solução, disse ele, foi fazer três pagamentos, sendo que dois deles serão concentrados em um único mês, de forma a cumprir a lei e ao mesmo tempo estender o benefício por um período mais longo, ainda que com valor menor.

O ministro não deu mais detalhes. Mas chamou a atenção para o impacto da medida nas contas públicas. “Se o carro gasta gasolina demais, o tanque esvazia mais rápido”, disse.

A crise, comentou, é “uma ameaça de empobrecimento dramática.” No entanto, o governo pode ceder e estender programas que “acabam pressionando fiscalmente.”

“Podemos dar o dinheiro para o mais frágil, mas temos que tirar o gato gordo”, disse. “Isso não foi feito pelos governos passados.”

 

Questionado sobre investimentos, o ministro disse que o governo gostaria de ativar a economia por essa via. “É muito interessante, mas foi isso que quebrou o Brasil”, afirmou. “Quem quebrou o Brasil não foi esse governo.”

Ele acrescentou que não tem “obsessão” por atrair capital estrangeiro, mas afirmou que “a salvação é o investimento.” Ele falou sobre a mudança no marco regulatório do petróleo, com o fim do regime de partilha, que considera “desastroso”.

Após criticar o excesso de investimento estatal, Guedes elogiou o Bolsa Família, criado nos governos do PT, um “programa de inclusão extraordinário”.

Novamente questionado sobre crédito, o ministro afirmou que os bancos públicos têm que sair à frente nos programas. Informou que há cerca de 200 mil empresas acessando recursos do Pronampe.

Ao falar sobre o desemprego, o ministro reafirmou que a tributação sobre a folha “é o mais cruel dos impostos”.

Guedes admitiu que há “empoçamento” de recursos [dinheiro liberado e não gasto] em Estados e municípios e também no Ministério da Saúde. Ele comentou que, com um especialista em logística à frente da pasta, os equipamentos e materiais estão chegando. Faltaria uma comunicação mais eficiente a respeito.

 

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