Rio Branco, Acre,


Focos de queimadas no Acre mais que dobram em junho, segundo Inpe

Mais de 70 foram registrados nos últimos 30 dias em todo o estado. Número pode ser maior

Mais de 70 focos de queimadas foram detectados no território acreano apenas em junho. O número é mais que o dobro do total registrado nos primeiros cinco meses de 2020, indicando que o período da seca chegou com tudo no Acre. O acumulado de janeiro a junho foi de 131 focos.

Nos primeiros seis meses do ano, a maioria dos foco aconteceu em projetos de assentamento (38), áreas discriminadas (35) e propriedades particulares (21). Também há registros em unidades de conservação (16), terras indígenas (6), áreas arrecadadas (3) e áreas sem estudo discriminatório (12).

Dos 16 casos em unidades de conservação, 11 aconteceram na Reserva Extrativista Chico Mendes, dois no Parque Nacional da Serra do Divisor e um na Reserva Extrativista do Alto Juruá, Floresta Estadual do Antimary e Floresta Estadual Mogno, cada.

O município que mais apresentou focos no acumulado semestral foi Rodrigues Alves, com 16 registros. Tarauacá aparece com 15. Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul têm, ambas, 14 registros. Brasileia, Feijó e Xapuri vêm em seguida, com 12, 10 e nove focos, respectivamente.

Os dados têm como fonte o Satélite Aqua Tarde, que passa todos os dias pelo terrirtório do Acre, mas apenas no período da tarde. Por isso, os dados podem estar subestimados.

Ao analisar os dados de todos os satélites que cobrem o estado, é possível identificar que no primeiro semestre de 2020 houve quase 800 focos de queimada. Porém, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) alerta que um mesmo ponto de referência pode ser detectado por mais de um satélite em diferentes horários de passagem e, por isso, o número estaria superestimado.

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