Mario Gobbi lançou sua candidatura Ă presidĂȘncia do Corinthians, neste sĂĄbado, cargo que jĂĄ exerceu entre os anos de 2012 e 2015. O delegado de polĂcia nĂŁo perdeu a oportunidade de criticar AndrĂ©s Sanchez, atual presidente e seu antigo aliado.
“Fui chamado para uma emergĂȘncia, uma gestĂŁo de quebra de paradigmas. Essa gestĂŁo nĂŁo Ă© a gestĂŁo da vaidade, Ă© a gestĂŁo de dizer nĂŁo. NĂŁo pode isso, isso nĂŁo dĂĄ, tem que cortar. Nenhum presidente quer fazer isso. O presidente assume o ĂŽnus de ser, mas ele quer ganhar tĂtulos. Posso atĂ© ganhar tĂtulos, mas essa nĂŁo Ă© a gestĂŁo que se vislumbra. Ă a de corte. Da antivaidade”, disse Gobbi, que vai disputar as eleiçÔes em 28 de novembro.
As dĂvidas atuais do clube tambĂ©m foram abordadas pelo ex-diretor do cluve entre 2007 e 2010. “Eu recebi o clube com R$ 178 milhĂ”es em dĂvidas, e entregamos o clube com R$ 314 milhĂ”es. Portanto, fizemos uma dĂvida nos trĂȘs anos de R$ 136 milhĂ”es. Na gestĂŁo, nĂłs investimos em valores, em patrimĂŽnio. Dentre esses, trouxemos Gil, Renato Augusto, Romarinho e outros. O meu sucessor, apĂłs seis meses, vendeu esses jogadores e obteve R$ 144 milhĂ”es de receitas. Bom, receitas fruto da despesa que eu tive de comprar os jogadores. Portanto a gestĂŁo fez um lucro de R$ 8 milhĂ”es.”
ApĂłs duas horas, Gobbi indicou o que pretende fazer na direção do Corinthians: priorizar a saĂșde financeira do clube, realizar uma auditoria em todos os departamentos do clube, criar plano de carreira para os funcionĂĄrios administrativos, ampliar o quadro de sĂłcios-torcedores e reformular os planos do programa, contratar profissionais de mercado para cargos tĂ©cnicos, implementar uma gestĂŁo transparente, com divulgação mensal de balancetes e criação de um programa de conformidade, reaproximar o clube de grandes empresĂĄrios para atrair investimentos e tornar a Arena multiuso.
Sem revelar quais serĂŁo seus vice-presidentes, Gobbi nĂŁo se entusiasma com um possĂvel retorno do atacante argentino Carlitos Tevez, que revelou recentemente o Corinthians como um possĂvel time para o fim de sua carreira.
“Como tudo o que faremos, depende dos nĂșmeros. O Corinthians nĂŁo estĂĄ “naquela” fase. Ă que gostoso, amamos o Tevez, ele Ă© Ădolo, quem nĂŁo gosta do Tevez? Os nĂșmeros batem? Fecham? Sim, Ă© o Tevez, mas de quem sĂŁo as contas? O Tevez Ă© meu Ădolo, eu amo o Tevez, ele marcou na histĂłria do clube, mas ele vem para encerrar a carreira, fazer um perĂodo de festas, com que olhos nĂłs temos que ver isso? NĂŁo sei o que ele pretende. Vai chegar, jogar como estĂĄ? Ou vai querer fazer um perĂodo de festas?”

