Rio Branco, Acre,


Bolsonaro culpa Globo por mortes e diz que JN festejou 100 mil vítimas da covid-19

Em rede social, o político culpou a emissora por mortes e afirmou que telejornal festejou a marca de 100 mil mortes

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu se pronunciar, neste domingo (9), sobre as críticas feitas pela Globo, durante o Jornal Nacional de ontem (8). Em rede social, o político culpou a emissora por mortes e afirmou que telejornal festejou a marca de 100 mil mortes pelo novo coronavírus no Brasil.

“Muitos gestores e profissionais de saúde fizeram de tudo pelas vidas do próximo, diferentemente daquela grande rede de TV que só espalhou o pânico na população e a discórdia entre os Poderes”, iniciou Bolsonaro, sem citar o nome da Globo, em seu Twitter.

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“No mais, essa mesma rede de TV desdenhou, debochou e desestimulou o uso da Hidroxicloroquina que, mesmo não tendo ainda comprovação científica, salvou a minha vida e, como relatos, a de milhares de brasileiros“, comentou o político.

O presidente da República ainda acusou a emissora de “desinformar” a população: “A desinformação mata mais até que o próprio vírus. O tempo e a ciência nos mostrarão que o uso político da Covid por essa TV trouxe-nos mortes que poderiam ter sido evitadas”.

“De forma covarde e desrespeitosa aos 100 mil brasileiros mortos, essa TV festejou essa data no dia de ontem, como uma verdadeira final da Copa do Mundo, culpando o Presidente da República por todos os óbitos”, apontou Jair Bolsonaro, lembrando da edição histórica do JN.

Por fim, o ex-“capitão” ainda afirmou que os diretores da emissora carioca “estão com saudades daqueles governantes que sempre os colocavam como prioridade ao fazer o Orçamento da União, mesmo sugando recursos da saúde e educação”.

 

Críticas ao Governo
Na edição de ontem, quando o Brasil ultrapassou a marca das 100 mil vítimas da doença, o JN criticou o presidente e ainda lembrou o artigo 196, que garante o direito a saúde de todos.

“Mas o Brasil está há 12 semanas sem um ministro da Saúde titular. São 85 dias, desde 15 de maio. Dois médicos de formação deixaram o cargo de ministro da Saúde porque pretendiam seguir as orientações da ciência. E o presidente Bolsonaro não concordou com essa postura deles”, disparou Renata Vasconcellos.

Num dos momentos, William Bonner lembrou as frases polêmicas de Bolsonaro durante a pandemia, que teve início em março. “Primeiro, o presidente menosprezou a Covid. Chamou de gripezinha. Depois, quando um repórter pediu que ele falasse sobre o número alto de mortes, Bolsonaro disse que não era coveiro. Disse duas vezes: ‘Não sou coveiro’”, afirmou o âncora.

“Quando os óbitos chegaram a cinco mil, a resposta dele a um repórter foi um: ‘E daí?’. Agora, o presidente repete que a pandemia é uma chuva, e que todos vão se molhar. Ou que a morte é o destino de todos nós, e que temos de enfrentar a doença. Como se fosse uma questão de coragem. Como se nada pudesse ter sido feito”, completou o global.

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