ContilNet Notícias

Conselho Tutelar resgata menina de 12 anos grávida que vivia com homem de 25

Por G1 PIAUÍ

Conselho Tutelar resgata menina de 12 anos grávida que vivia com homem de 25

A Polícia Civil procura pelo homem de 25 anos suspeito de engravidar e agredir uma menina de 12 anos em Teresina. A garota grávida de sete meses foi resgatada pelo Conselho Tutelar nessa quarta-feira (26) após denúncia de violência doméstica. A menina foi retirada do local e encaminhada para a casa da tia.

O flagrante aconteceu no início da noite e, segundo o conselheiro Jonathan Rocha, a menina morava com o homem, desde que a gravidez foi descoberta, em um quarto próximo da casa da avó.

A menina e a avó foram encaminhadas para a Central de Flagrantes de Teresina. De lá, a menina foi levada para o Serviço de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Sexual (Samvvis), para passar por exames periciais, e em seguida, levada para a casa de um familiar.

O Conselho Tutelar deve encaminhar a denúncia ao Ministério Público nesta sexta-feira (28) para que sejam tomadas providências. No documento, o Conselho pede a prisão do suspeito e solicita que os responsáveis por atender a vítima na Unidade Básica de Saúde (UBS), a escola e a Maternidade Dona Evangelina Rosa sejam notificadas por descumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê em casos de estupro a comunicação do fato ao Conselho Tutelar para o mesmo faça o acompanhamento do fato.

O caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O homem pode responder pelo crime de estupro de vulnerável. “Por mais que a menina tenha consentido com a relação, como ela tem apenas 12 anos, não deixa de ser um estupro de vulnerável”, explicou o conselheiro Jonathan.

Rede de saúde não comunicou, diz Conselho Tutelar

Ainda segundo o conselheiro Jonathan, a gravidez da menina foi bem acompanhada pela rede de saúde pública de Teresina. O que revela que o Conselho Tutelar poderia ter sido alertado sobre a situação da menina meses antes.

Segundo o Conselho, a menina descobriu a gravidez por um teste de farmácia, e procurou uma Unidade Básica de Saúde próximo de casa para confirmar a gestação. A gravidez foi confirmada e a menina teria sido encaminhada para a Maternidade Dona Evangelina Rosa.

Os conselheiros agora pretendem investigar com a rede de saúde para descobrir porque não foram informados sobre a situação da menina.

“Ela descobriu a gravidez bem cedo. Se fôssemos avisados, teria dado tempo para comunicar a Justiça e talvez interromper a gravidez. Mas agora a gravidez está avançada, e é um risco tanto para a menina como para o bebê”, disse o conselheiro.

Ainda segundo o conselheiro Ivan Castro, os órgãos de saúde podem ter sido omissos ao deixar de informar ao Conselho Tutelar.

“A adolescente chegou a fazer o pré-natal, e outros órgãos esqueceram e feriram a lei, porque era dever comunicar ao Conselho Tutelar sobre essa situação. Na verdade, a palavra é ‘omisso’, tanto a UBS como a maternidade”, disse.

A Maternidade Dona Evangelina Rosa, por meio de sua assessoria, informou ao G1 que “não faz denúncia” e que a obrigatoriedade de denunciar é do Conselho Tutelar. Sem detalhes sobre a vítima, a maternidade informou apenas que em casos do tipo a vítima é “medicada” e um laudo é emitido, a respeito do estupro, confirmado ou não o abuso. A maternidade não explicou, contudo, porque o Conselho Tutelar não foi acionado para atuar no caso.

A Fundação Municipal de Saúde, responsável pela UBS onde a menina foi atendida, foi procurada pelo G1 e ainda não se pronunciou sobre o caso.

 

Sair da versão mobile